Neurologista - Dr. Willian Rezende

Quando devo ver um neurologista?


Um neurologista é um médico especialista que trata de doenças do cérebro e da medula espinhal (sistema nervoso central), dos nervos periféricos (nervos que ligam o cérebro e a espinha aos órgãos, como os pulmões ou do fígado) e dos músculos. As doenças neurológicas podem incluir dores de cabeça; epilepsia; acidente vascular cerebral; desordens de movimento, tais como tremores ou a doença de Parkinson; e muitos outros.

Como não é fácil para o paciente saber se o seu sintoma precisa ser examinado por um neurologista, conversamos com o neurologista Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140, que listou as razões principais que motivam uma consulta neurológica. Confiram:

  • Dores de cabeça: Dores de cabeça são algo que todos experimentamos. Podemos sentir a dor nos seios da face, na parte de cima da cabeça, nos músculos da cabeça, originárias do pescoço e dos ombros ou vindas da base do crânio e do cérebro. Elas podem ser causadas por diversas condições, desde uma infecção do sinus a dores de dentes latejantes. “No entanto, há pessoas que apresentam sintomas mais graves de dores de cabeça, incluindo enxaquecas, vômitos, dor de cabeça que se torna mais grave ou é contínua, dor de cabeça que vem de repente ou dor que piora com esforço, dor de cabeça que começa no início da manhã, alterações na visão ou até mesmo convulsões. Se os sintomas da dor de cabeça são graves o suficiente, o paciente precisa consultar um neurologista”, orienta Willian Rezende do Carmo;
  • Dores crônicas: A dor crônica é a dor que perdura por meses ou até mesmo anos. Esta dor pode ser o resultado de uma doença ou lesão, mas quando ela dura mais tempo do que o tempo de recuperação usual, ela pode se tornar um sintoma de um problema diferente. “Quando esta dor não é algo gerenciável, o paciente pode optar por ver um neurologista, especialmente se ele tiver outros sintomas relacionados, tais como fraqueza, dormência, problemas com a bexiga ou com o controle do intestino”, explica o médico;
  • Tonturas: A tontura pode ter diferentes variedades. “Os neurologistas tratam a tontura que é um sintoma de vertigem ou desequilíbrio. A vertigem faz o paciente se sentir como se as coisas ao seu redor estivessem girando. O desequilíbrio é a dificuldade de manter o equilíbrio. O médico que acompanha habitualmente o paciente pode ajudá-lo a decidir se a tontura é grave o suficiente para ver um neurologista”, diz Willian Rezende;
  • Dormência ou formigamento: A dormência ou o formigamento podem acontecer por diversos motivos, alguns tão simples como sentar de uma maneira em que a circulação sanguínea é cortada ou o simples fato de não ter se alimentado. “No entanto, se esta dormência continua, vem de repente, ou só acontece em um lado do corpo, pode ser hora de consultar um neurologista. Dormência ou formigamento também podem ser sinais de um acidente vascular cerebral, caso em que o paciente precisa obter ajuda muito rapidamente”, explica o neurologista;
  • Fraqueza: Sentimentos de fraqueza são normais e comuns, podem ser resultado de cansaço ou dores musculares após um longo caminhar ou levantar muitos pesos. “No entanto, se a fraqueza muscular faz o paciente fazer um esforço extra simplesmente para mover braços e pernas ou para fazer um trabalho que exige força dos músculos, este pode ser um sintoma que o paciente deve consultar um neurologista. A fraqueza pode ser provocada por uma doença mais grave ou por uma doença do sistema nervoso, como um acidente vascular cerebral”, destaca Willian Rezende;
  • Problemas da marcha: Problemas da marcha, como dificuldades para caminhar, andar desajeitado, empurrões ou movimentos involuntários, tremores, dentre outros, podem ser sintomas de um problema no sistema nervoso. “O paciente deve consultar um neurologista se os problemas de movimento atrapalham sua vida diária, embora um tremor possa ser um efeito colateral de uma medicação ou ansiedade”, afirma o médico;
  • Convulsões: As convulsões podem ser quase imperceptíveis ou muito extremas. Os sintomas de convulsões podem variar de olhar fixamente para um ponto a perda de consciência, movimentos involuntários dos braços e pernas, problemas respiratórios, confusão ou perda de consciência. “Enquanto algumas convulsões podem ser causadas por baixa de açúcar no sangue ou pela retirada de substâncias que causam dependência, outras convulsões aparecem subitamente ou sem nenhuma causa óbvia. O neurologista é o especialista indicado para analisar as causas das convulsões e propor um tratamento individualizado”, observa Willian Rezende;
  • Problemas de visão: Dificuldades para enxergar podem ser causadas pelo envelhecimento ou pelo sistema nervoso. “Se a dificuldade de visão é súbita e acontece em ambos os olhos, o paciente deve ter sua visão avaliada conjuntamente, por um oftalmologista e por um neurologista”, explica Rezende;
  • Problemas de memória ou confusão: Problemas para pronunciar certas palavras, problemas extremos com memória, alterações de personalidade, confusão mental… “Todos esses sintomas podem ser causados por distúrbios ou problemas no cérebro, na coluna vertebral e/ou nos nervos. Alguns dos sintomas podem ser devido a dificuldades de aprendizagem ou podem ser causados por uma doença como o Alzheimer. O neurologista é o profissional mais indicado para avaliar o estado de saúde desse paciente”, destaca o médico;
  • Problemas do sono: Apesar de sabermos muitas causas evidentes dos problemas de sono, tais como ir para a cama tarde demais, ter uma condição como a apneia do sono ou ansiedade, pesadelos, dentre outros, alguns problemas do sono são distúrbios neurológicos. “Um exemplo disto é a narcolepsia, que é uma doença crônica, genética, sem nenhuma causa conhecida e que afeta o sistema nervoso central do corpo”, explica o neurologista.
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