Neurologista - Dr. Willian Rezende

Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer


Setembro é considerado o Mês Mundial da Doença de Alzheimer. A ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer – colabora anualmente com essa iniciativa, promovida pela Alzheimer’s Disease International (ADI), que tem o desafio de sensibilizar a população e reduzir o estigma que cerca a doença e afasta as pessoas da identificação dos sintomas e do enfrentamento do problema.

No Brasil, a ABRAz promove ações em todo o país, ao longo do mês de setembro, com especial destaque para o dia 21, Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer.

Os estudos e as estatísticas relativas às demências, e, principalmente, à doença de Alzheimer, têm aumentado substancialmente nos últimos anos. Através deles podemos conhecer a atual situação, e nos prepararmos para um futuro não tão distante quanto muitos imaginam, quando os transtornos crescerem substancialmente.

Há quase 900 milhões de pessoas com mais de 60 anos vivendo no mundo inteiro. O aumento da esperança de vida contribui para o rápido aumento desse número e está associado a um aumento da prevalência de doenças crônicas como as demências. Como mencionado em relatório anterior da ADI, há mais de 100 formas de demência, porém a doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência frontotemporal e a demência com corpúsculos de Levy são os tipos mais comuns. Pessoas acima de 60 anos de idade estão mais suscetíveis à demência, porém ela pode afetar pessoas mais jovens também. Nos estágios mais tardios, as pessoas com demência ficam impossibilitadas de realizar tarefas cotidianas e necessitam de cada vez mais apoio.

Prevalência global de demência

A ADI estima haver 46,8 milhões de pessoas no mundo vivendo com demência em 2015. Este númeroquase irá dobrar a cada 20 anos, chegando a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050. Essas novas estimativas são de 12 a 13% mais elevadas do que as feitas anteriormente em relatório da ADI em 2009.

Incidência global de demência

A cada 3,2 segundos surge um caso novo de demência no mundo. Estimativa esta maior do que a imaginada em 2010. Em relatório anterior já havia sido mencionado que esse aumento será mais expressivo em países de baixa e média renda, sendo responsável por mais de dois terços dos casos até 2050. Atualmente, 58% de todas as pessoas com demência vivem nestes países. A incidência de demência aumenta exponencialmente com o aumento da idade, sendo duplicada a cada 6,3 anos com o avançar da idade.

Os custos da demência no mundo

Por pessoa, os custos são divididos em três subcategorias: custos médicos diretos; custos com cuidados sociais diretos (profissionais cuidadores, instituições de longa permanência); e custos de cuidados indiretos. O custo global das demências aumentou de 604 bilhões de dólares em 2010 para 818 bilhões de dólares em 2015, ou seja, houve um aumento de 35,4%.

Tendências na prevalência e incidência

Quase todas as projeções atuais de epidemia de demência assumem que a prevalência de demência nãoirá variar ao longo do tempo, e que o envelhecimento da população isoladamente impulsiona o aumento projetado. Deve-se chamar a atenção para o Brasil, que como todo o restante da América Latina, seguirá esta tendência e terá os seus custos aumentados de maneira realmente significativa, principalmente em fases mais avançadas.

Conheça algumas peças de comunicação desenvolvidas para marcar essa data:

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Quem ronca está esforçando sua musculatura respiratória para além de seus limites, e está sobrecarregando o coração de trabalho. Ao longo do tempo, o indivíduo que ronca pode ficar hipertenso e/ou apresentar infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Quem ronca pode ter apneia obstrutiva do sono, e outros indícios desta doença podem ser a obesidade, prejuízo de memória, dificuldade de raciocínio, diminuição da libido, disfunção erétil (impotência), pescoço grosso, circunferência abdominal elevada, boca pequena, queixo para traz, amígdalas grandes. O sono normal ou seus distúrbios estão associados ao bom ou mau funcionamento cerebral, respectivamente, e o neurologista conhece profundamente a anatomia, fisiologia, fisiopatologia e clínica do sistema nervoso. Outros especialistas que podem cuidar da insônia são os psiquiatras. A apneia do sono também pode ser cuidada por pneumologistas e otorrinolaringologistas com treinamento em distúrbios do sono. Os distúrbios de sono mais comuns são a insônia, a apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas. São comuns também o sono insuficiente e o atraso de fase de sono. A insônia está associada a múltiplos fatores que, muitas vezes, estão somados em um mesmo paciente. Algumas pessoas apresentam estruturalmente maior propensão à insônia e quando expostas a condições de estresse, doenças ou mudança de hábitos, desenvolvem episódios de insônia. Estes episódios de insônia podem se perpetuar, principalmente porque o paciente tende a associar suas dificuldades de dormir a uma série de comportamentos: esforço para dormir, permanência na cama só para descansar, elaboração de pensamentos e planejamentos na hora de dormir, atenção a suas preocupações, atenção a fenômenos do ambiente, como ruídos e pessoas que estão dormindo, havendo sempre uma hipervalorização destes fatos, o que realimenta a insônia. A apneia obstrutiva do sono caracteriza-se pela obstrução da via aérea ao nível da garganta durante o sono, levando a uma parada da respiração, que dura em média 20 segundos. Após esta parada no fluxo de ar para os pulmões, o paciente acorda, emitindo um ronco muito ruidoso. A apneia obstrutiva do sono pode ocorrer várias vezes durante a noite, havendo pacientes que apresentam uma a cada um ou dois minutos. Durante a apneia, a oxigenação sanguínea pode cair a valores críticos, expondo o paciente a problemas cardíacos. A apneia obstrutiva do sono ocorre em cerca de 5% da população geral e em 30% dos indivíduos acima dos 50 anos de idade, sendo também mais comum em homens. A síndrome das pernas inquietas é a mais comum das doenças do sono, da qual poucos ouviram falar. Afeta cerca de 7% da população e se caracteriza principalmente por uma sensação desagradável nas pernas, profunda, nos ossos, às vezes, como se fosse uma coceira ou friagem, choque, formigamento, e eventualmente dor. Estes sintomas são acompanhados de uma sensação de angústia e imensa necessidade de mover as pernas, ou ainda massageá-las, alongá-las ou mesmo espancá-las em algumas situações. Os sintomas ocorrem principalmente na hora de se deitar, mas podem ocorrer em qualquer momento em que o indivíduo fica parado (sentado ou deitado), seja para descansar ou qualquer outra atividade que não exija movimentos. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ser tão intensos que o paciente não consegue iniciar o sono." ["parent"]=> int(7) ["count"]=> int(43) ["filter"]=> string(3) "raw" ["cat_ID"]=> int(466) ["category_count"]=> int(43) ["category_description"]=> string(4585) "Manifestação Distúrbios do Sono A principal manifestação de um problema crônico de sono é a sonolência diurna exagerada. As primeiras manifestações dos distúrbios do sono são as alterações do humor e as alterações de memória e capacidades mentais (cognitivas), como aprendizado, raciocínio e pensamento. 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