

Visão do Neurologista sobre os Principais Tipos de Depressão destaca algumas opções importantes para reconhecer os sintomas característicos de cada um, que são distintos uns dos outros, como é possível conferir ao longo deste artigo.
Os principais tipos de depressão que existem tendem a gerar dúvida em pacientes, familiares e pessoas próximas, que ainda podem achar que há apenas uma classificação.
Por isso, destaco, neste artigo, os principais tipos de depressão do ponto de vista da Neurologia, uma vez que, como médico especialista em Neurologia, é possível orientar sobre cuidados e tratamento após a devida confirmação de diagnóstico.
Também conhecida como depressão sorridente, é um substituto da depressão maior ou do transtorno distímico, em que ficam evidentes falsos chistes, gracejos e sorrisos, e piadas a todo momento para fazer graça.
Neste caso, os sintomas envolvem falsa demonstração de felicidade, melhora temporária do humor diante de eventos positivos, reais ou potenciais, aumento de apetite e peso, alteração no sono, fadiga ou fraqueza, humor reativo à negatividade, rejeição, às frustrações e aos enfrentamentos.
A depressão maior é o tipo mais comum entre todos, com sintomas durando um mês na maioria dos dias das semanas, em que a pessoa tende a ter perda de interesse ou prazer nas atividades, e se sentir deprimida ou triste na maior parte do tempo, ocorrendo em cerca de 30% dos casos.
Por isso, é importante saber que existem os sintomas:
E para ter uma depressão maior, a pessoa precisa ter um dos sintomas principais (estar triste e deprimida, ou apresentar perda de interesse ou prazer nas atividades cotidianas) e um dos sintomas secundários citados acima.
Além disso, é preciso se atentar para o fato de que existem subtipos, sendo de depressão maior:
Igualmente conhecida como depressão pós-parto, é caracterizada pela depressão grave em mulheres nas semanas ou nos meses após o parto, com possibilidade de manifestar-se nos homens nos primeiros dias de vida da criança.
Enquanto nos homens, a depressão surge devido às mudanças de ritmo da vida, nas mulheres, devido às alterações hormonais, é um momento biológico em que encontra-se mais suscetível ao quadro de depressão.
Desta forma, é comum observarmos como indícios esgotamento extremo associado à culpa, irritabilidade intensa, labilidade emocional grande e sensação de que “não dá conta” da maternidade.
As pessoas com o tipo de depressão psicótica tendem a observar sintomas de depressão grave juntamente com os psicóticos, tais como, alucinações, ver ou ouvir coisas, delírios, falsas crenças, delirantes (delírio de grandeza sobre si) ou paranoia, que é o mais comum entre eles, em que acreditam que os outros estão tentando prejudicá-las de qualquer forma.
A depressão situacional, apesar de não ser um termo técnico na Psiquiatria, acontece quando a pessoa fica deprimida diante de algum problema a ser administrado ou um evento estressante, como morte, divórcio e desemprego, por exemplo.
A tendência é que dure cerca de um mês, mas quando passa disso, com sintomas persistindo e impactando a vida da pessoa, chamamos de luto patológico, que também se enquadra nos principais tipos de depressão.
Diante de quadros assim, a recomendação profissional tende a incluir Psicoterapia para a depressão ligada às situações estressantes e antidepressivos, especialmente em casos de sintomas prolongados ou agravados.
Comumente conhecida como síndrome do esgotamento profissional, trata-se de um subtipo de depressão, sendo um distúrbio (emocional) psíquico de caráter depressivo originado de situações desgastantes no trabalho ou sensação de esgotamento devido à profissão.
Neste caso, entre os sintomas destacam-se esgotamento físico e mental, estresse, exaustão extrema, perda do prazer no trabalho e outros que tendem a ser progressivos ao estarem associados ao trabalho, aos estudos da faculdade ou para concurso, ou mesmo à tarefa de cuidar de um familiar doente.
Entre os principais tipos de depressão, na visão do neurologista, também está o transtorno afetivo sazonal (TAS), em que o período de depressão grave acontece frequentemente durante o inverno (dias mais escuros, com menos luz solar), tendo os sintomas desaparecendo com a chegada da primavera e do verão.
Por isso, os antidepressivos tendem a ajudar e até a fototerapia, em que a pessoa senta-se na frente de uma caixa de luz artificial, equivalente à solar, por um período de 15 a 30 minutos por dia.
Uma pessoa com transtorno depressivo bipolar ou depressão maníaca costuma apresentar alterações extremas de humor, variando de humor alto a períodos depressivos graves, em que não responde aos medicamentos antidepressivos.
Esse tipo de depressão é classificado em transtornos bipolares I e II. No primeiro, há episódios de mania com sintomas excessivos e até psicóticos, desconexos da realidade, em que fica eufórico, impulsivo, faltante, dorme pouco, com uma alegria fora do normal. Neste caso, os episódios de mania duram cerca de sete dias e as fases de humor deprimido estendem-se por duas semanas ou meses.
Enquanto o tipo II é caracterizado por episódios baixos ou moderados de mania (hipomania), sem alterações na vida, além de ficar mais falante, irritadiça e dormir menos, com um período longo de depressão e poucos dias de hipomania.
O termo transtorno depressivo persistente costuma ser usado tanto para os casos de depressão que duram dois anos ou mais (depressão maior) ou descrever a distimia, que é mais leve, de baixa intensidade, mesmo durando acima de dois anos, em que a pessoa é negativa, ranzinza, insatisfeita, tem falta de energia, fadiga constante e problemas de autoestima, concentração ou para tomar decisões, características que tendem a ser confundidas com traços de personalidade.
Representado pela sigla TDPM, o transtorno disfórico pré-menstrual tem relação com as mudanças hormonais, manifestando-se por meio de sintomas antes e no início do período menstrual.
Neste caso, é comum identificar que a mulher está deprimida, apresenta ansiedade, mudanças de apetite, humor e hábitos de sono, irritabilidade, problemas de concentração, fatigue e sensação de estar sobrecarregada.
Logo, não trata-se de uma TPM (tensão pré-menstrual), é um transtorno capaz de afetar negativamente a vida da mulher e das pessoas próximas, de forma significativa e com chances de gerar prejuízos.
Diante da variedade descrita como os Principais Tipos de Depressão, na Visão do Neurologista, saiba que não precisa estar sozinho(a) nem enfrentar esta jornada sem o devido suporte! Busque ajuda do médico especialista em Neurologia de sua confiança para confirmar o diagnóstico e iniciar os cuidados e o tratamento adequados para o seu caso, priorizando seu bem-estar e sua qualidade de vida!
Os transtornos emocionais caracterizam-se por disfunções comportamentais e cerebrais, que afetam a saúde psicológica e a qualidade de vida dos pacientes. Distúrbios como depressão, ansiedade, estresse, síndrome do pânico e fobia social estão inclusos nesta categoria. As causas, sintomas, e terapias variam de acordo com a condição. É essencial buscar ajuda especializada para diagnosticar e tratar adequadamente o problema.
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Tags:Neurologia, saúde mental, sintomas de depressão, tipos de depressão, transtorno depressivo
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