Neurologista - Dr. Willian Rezende

Doença de Parkinson e depressão


Segundo um comunicado de Susan Schneider, viúva do ator norte-americano, Robin Williams, além da luta contra o vício e a depressão, o ator, antes de se suicidar, lidava também com os estágios iniciais da doença de Parkinson.

Doença de Parkinson e Depressão

“A Doença de Parkinson (Doença de Parkinson e depressão) é uma doença progressiva das células nervosas no cérebro que leva a movimentos retardados, rigidez muscular, tremores e outros problemas motores. À medida que as células nervosas se deterioram, elas produzem uma quantidade insuficiente de dopamina, neurotransmissor essencial ao funcionamento do cérebro, relacionado aos movimentos. A causa do mal de Parkinson é desconhecida e não há cura, embora as opções de tratamento possam ajudar a controlar os sintomas, de acordo com a Fundação da Doença de Parkinson”, explica o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Embora não se saiba se o Parkinson tenha desempenhado um papel significante na depressão de Williams, os efeitos colaterais mentais da doença podem ser muito debilitantes. “Nas pessoas com Parkinson, a depressão é muito comum e incapacitante. Cerca de 10 milhões de pessoas vivem com Parkinson em todo o mundo, e até 60% desse contingente apresenta sintomas de depressão. Na verdade, as pessoas com qualquer doença crônica apresentam um risco maior de depressão, e esse risco aumenta conforme a gravidade da doença e o grau de disfunção que a doença provoca. Algumas doenças crônicas, incluindo a doença de Parkinson e a esclerose múltipla, parecem causar alterações que podem levar diretamente à depressão. Os estudos sugerem que essas doenças provocam alterações químicas no cérebro que podem levar à depressão”, afirma o médico.

Em um estudo de 2008, pesquisadores descobriram que as pessoas com Parkinson (Doença de Parkinson e depressão) parecem ter um número maior do que o normal de bombas de recaptação de serotonina, outra substância essencial para o funcionamento do cérebro.

“A serotonina está intrinsecamente envolvida nos transtornos do humor e na atividade destas bombas, o que leva a uma redução do nível de serotonina no cérebro, uma possível causa dos sintomas de depressão nas pessoas com Parkinson. Pessoas com Parkinson e depressão têm sintomas piores de ambas as doenças.”, diz Willian Rezende.

A depressão em pessoas com Parkinson é geralmente tratada com uma combinação de terapia e medicação, embora certos medicamentos para depressão possam piorar os sintomas de Parkinson.

De acordo com o neurologista, em alguns casos, “os cientistas constataram que o tratamento da depressão em pessoas com a doença de Parkinson, ao invés de tratar apenas os sintomas motores, melhorou tanto a qualidade de vida quanto os sintomas motores”, diz.

Doença de Parkinson e Depressão tremor essencial.

Para o neurologista dr Willian Rezende, pessoas com Parkinson não devem esperar para falar com seus neurologistas sobre mudanças em seu estado de humor. “A depressão pode variar de sentimentos de tristeza e desânimo a extrema desesperança. Estes sentimentos são diferentes da tristeza e da frustração que uma pode sentir como resultado do diagnóstico de Parkinson”, orienta o neurologista.

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.



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7 respostas para “Doença de Parkinson e depressão”

  1. Sheila Oliveira disse:

    Tenho Parkinson a13 anos e tenho me esforçado pára ver as mudanças e tenho visto as vezes estou conversando vem uma tristeza e eu não sei de onde acredito que a minha fé e por não me isola tenho o privilégio de estar de pé acredito que se aprendo é pra melhorar e busco não faço corpo mole busco em Deus ser feliz

    • É super importante ter essa atitude positiva, mas também tem que ver se o tratamento para o Parkinson está na forma mais otimizada e se também ganha critérios para tratamento de depressão. Quando a medicação do Parkinson e a de depressão estão na sua melhor forma, será mais fácil encarar o dia-a-dia. Converse com o seu médico sobre isso. E também pergunte a ele sobre formas não medicamentosas de tratamentos, que também são super importantes

  2. Pensei que fosse ao contrario. Pessoas com parkinson teriam mais chances de desenvolver depressão. Inclusive devido a consciência do quadro debilitante

  3. Neia Freitas disse:

    Bom conheci pessoa q nunca teve depressão e teve parckinson, e várias com depressão e nunca tiveram Parkinson, creio q essa pesquisa ainda tenha q ser melhorada

  4. Minha mãe começou com depressão, reclamava de tontura e 3 anos depois foi diagnosticada com parkinson atípico -paralisia supranuclear progressiva.
    Desde a descoberta a progressão tem sido rápida.

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