Neurologista - Dr. Willian Rezende

Problemas no Tratamento com CPAP


O tratamento com CPAP é realizado pelas pessoas que sofrem de apneia de sono. Entretanto, problemas no tratamento com CPAP são muito comuns. Alguns sinais de problemas são: ficar com o nariz seco, ter dificuldade em adormecer, sentir-se claustrofóbico e, principalmente, se acostumar com a máscara por conta do tamanho, vazamento etc.

Neste artigo citaremos algumas dicas de como você pode se prevenir de todos esses eventuais problemas no tratamento com CPAP.

O Tratamento com CPAP

O tratamento com CPAP é o que chamamos de padrão ouro para o tratamento de apneia do sono grave e moderada (quando há um índice de saturação muito elevado). O bom desse estilo de tratamento é que não afeta o corpo humano de maneira negativa.

A princípio ele traz benefícios, mas como a maioria das coisas, existem contrapartidas a este tratamento que devem ser ditas ao paciente, para que ele esteja ciente dos prós e contras.

Principal Problema no Tratamento com CPAP

O principal problema para os pacientes que utilizam o tratamento com CPAP é a dificuldade de tolerar o ar forçado. Isso acontece pois ao usar o aparelho, o paciente passa pelo processo de tolerar o ar forçado que entra, mas para que a pessoa sinta-se normal é necessário sincronizar a inspiração com a entrada de ar do aparelho, coisa que nem sempre é fácil, pois não é um processo natural do corpo humano.

Por isso, os pacientes acabam ficando incomodados e com a impressão de que não conseguirão se adaptar. Para resolver essa questão, é preciso que o paciente não inicie o tratamento intenso logo de início, ou seja, é necessário um processo de adaptação com a máscara primeiramente.

Algo muito útil de se fazer é utilizar a máscara desligada primeiro, para que o paciente se adapte apenas à sensação de tê-la no rosto. Esse processo deve ser realizado até que a pessoa se sinta 100% acostumada.

Após o período de adaptação, a máscara pode ser ligada na função mínima, com a menor pressão de todas, de modo que o paciente acordado comece a se adaptar a esse processo gradativamente. E aos poucos o tratamento pode avançar assim como a adaptação do paciente para com o CPAP.

Dificuldades de se Adaptar com o Aparelho no Geral

As pessoas que utilizam o tratamento com CPAP também costumam ter problemas com o dispositivo como um todo: o paciente se esforça para ajustar o dispositivo de maneira que não incomode, mas às vezes o paciente não faz ideia de como comandar e lidar com o aparelho de maneira correta.

Esse tipo de problema é facilmente resolvido com o auxílio de um fisioterapeuta do sono. Ele ajudará o paciente a criar uma intimidade com o aparelho, ensinará como higienizar o tubo, como colocar água, trocar o filtro entre outras coisas necessárias.

Vazamentos da Máscara

Outro problema comum no tratamento é vazamento. Alguns sintomas permitem que o paciente perceba quando isso está acontecendo, como olhos secos. Se a máscara e a força da correia estiverem adequadas, dificilmente vazamentos fora do normal vão acontecer.

Para saber mais sobre o assunto assista ao vídeo:

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Quem ronca está esforçando sua musculatura respiratória para além de seus limites, e está sobrecarregando o coração de trabalho. Ao longo do tempo, o indivíduo que ronca pode ficar hipertenso e/ou apresentar infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Quem ronca pode ter apneia obstrutiva do sono, e outros indícios desta doença podem ser a obesidade, prejuízo de memória, dificuldade de raciocínio, diminuição da libido, disfunção erétil (impotência), pescoço grosso, circunferência abdominal elevada, boca pequena, queixo para traz, amígdalas grandes. O sono normal ou seus distúrbios estão associados ao bom ou mau funcionamento cerebral, respectivamente, e o neurologista conhece profundamente a anatomia, fisiologia, fisiopatologia e clínica do sistema nervoso. Outros especialistas que podem cuidar da insônia são os psiquiatras. A apneia do sono também pode ser cuidada por pneumologistas e otorrinolaringologistas com treinamento em distúrbios do sono. Os distúrbios de sono mais comuns são a insônia, a apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas. São comuns também o sono insuficiente e o atraso de fase de sono. A insônia está associada a múltiplos fatores que, muitas vezes, estão somados em um mesmo paciente. Algumas pessoas apresentam estruturalmente maior propensão à insônia e quando expostas a condições de estresse, doenças ou mudança de hábitos, desenvolvem episódios de insônia. Estes episódios de insônia podem se perpetuar, principalmente porque o paciente tende a associar suas dificuldades de dormir a uma série de comportamentos: esforço para dormir, permanência na cama só para descansar, elaboração de pensamentos e planejamentos na hora de dormir, atenção a suas preocupações, atenção a fenômenos do ambiente, como ruídos e pessoas que estão dormindo, havendo sempre uma hipervalorização destes fatos, o que realimenta a insônia. A apneia obstrutiva do sono caracteriza-se pela obstrução da via aérea ao nível da garganta durante o sono, levando a uma parada da respiração, que dura em média 20 segundos. Após esta parada no fluxo de ar para os pulmões, o paciente acorda, emitindo um ronco muito ruidoso. A apneia obstrutiva do sono pode ocorrer várias vezes durante a noite, havendo pacientes que apresentam uma a cada um ou dois minutos. Durante a apneia, a oxigenação sanguínea pode cair a valores críticos, expondo o paciente a problemas cardíacos. A apneia obstrutiva do sono ocorre em cerca de 5% da população geral e em 30% dos indivíduos acima dos 50 anos de idade, sendo também mais comum em homens. A síndrome das pernas inquietas é a mais comum das doenças do sono, da qual poucos ouviram falar. Afeta cerca de 7% da população e se caracteriza principalmente por uma sensação desagradável nas pernas, profunda, nos ossos, às vezes, como se fosse uma coceira ou friagem, choque, formigamento, e eventualmente dor. Estes sintomas são acompanhados de uma sensação de angústia e imensa necessidade de mover as pernas, ou ainda massageá-las, alongá-las ou mesmo espancá-las em algumas situações. Os sintomas ocorrem principalmente na hora de se deitar, mas podem ocorrer em qualquer momento em que o indivíduo fica parado (sentado ou deitado), seja para descansar ou qualquer outra atividade que não exija movimentos. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ser tão intensos que o paciente não consegue iniciar o sono." ["parent"]=> int(7) ["count"]=> int(43) ["filter"]=> string(3) "raw" ["cat_ID"]=> int(466) ["category_count"]=> int(43) ["category_description"]=> string(4585) "Manifestação Distúrbios do Sono A principal manifestação de um problema crônico de sono é a sonolência diurna exagerada. As primeiras manifestações dos distúrbios do sono são as alterações do humor e as alterações de memória e capacidades mentais (cognitivas), como aprendizado, raciocínio e pensamento. 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