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Entenda o Perigo dos Remédios para Dormir

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Insônia

Publicado: 5 de dezembro de 2023 | Atualizado: 6 de dezembro de 2023

Perigo dos Remédios para Dormir. Os distúrbios do sono e a má qualidade do sono são problemas cada vez mais comuns em nossa sociedade. Este tema é extremamente importante, embora seja muito pouco abordado. A insônia é considerada uma doença expressivamente prevalente em nosso país: de 30 a 40% dos brasileiros sofre com algum grau de insônia, cuja gravidade pode variar entre leve, moderada e grave.

Perigo dos Remédios para Dormir

Ao se deparar com dificuldades para dormir, há pessoas que fazem uso indevido de remédios para dormir, com o intuito de pegar no sono mais rápido. Porém, esta prática pode representar riscos à saúde das pessoas. A automedicação é uma prática muito comum entre as pessoas que sofrem com este distúrbio.

A prática é feita através da renovação de receitas sem acompanhamento médico adequado, compra de medicamentos que não dispõem de receita médica, ou até mesmo através da compra irregular de receitas. No entanto, muitas pessoas não sabem que até os remédios que são vendidos sem receita podem apresentar riscos, quando utilizados de forma inadequada.

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Teste que tem objetivo de quantificar o grau de insônia da pessoa.

Consequências do Uso de Remédios para Dormir

Isso é explicado pois, embora esses remédios possam provocar o sono durante a noite, eles também têm outros efeitos negativos no dia seguinte, que incluem: sonolência diurna, dificuldade de atenção e concentração, redução na velocidade do raciocínio e dos reflexos e piora da memória. O uso desses medicamentos promove um sono superficial (fases N1 e N2), mas não é capaz de induzir o sono profundo (N3 e REM).

O uso de remédios para dormir, sem uma adequada prescrição médica, pode ter impactos negativos, principalmente a longo prazo, como piora cognitiva e risco acentuado de acidentes, devido aos fatores citados anteriormente.

Os Analgésicos e Relaxantes Musculares

Analgésicos e relaxantes musculares também são utilizados indevidamente para induzir o sono. O uso abusivo de analgésicos pode ter consequências que podem levar à dependência. Isso ocorre porque a pessoa desenvolve uma sensibilidade muito grande para a dor, apresentando dores muito facilmente quando fica sem tomar o analgésico.

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A compra de receitas é uma prática muito comum, principalmente no que diz respeito às receitas azuis, que são os medicamentos de tarja preta. Estes remédios ajudam a induzir o sono, pois reduzem o estado de ansiedade.

Efeitos colaterais da medicação para dormir

Medicamentos prescritos para dormir podem causar dependência e muitos efeitos colaterais indesejáveis. Os possíveis efeitos colaterais variam de acordo com o medicamento, mas você pode ter um ou mais dos seguintes sintomas ao tomar pílulas para dormir:

  • Sensação de queimação ou formigamento nas mãos, braços, pés ou pernas;
  • Constipação ou diarreia;
  • Tonturas, desmaios ou equilíbrio prejudicado;
  • Sonolência durante o dia;
  • Boca ou garganta seca;
  • Gases, azia, dor de estômago, náusea ou alteração no apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Comprometimento mental no dia seguinte;
  • Dificuldade em prestar atenção ou lembrar das coisas;
  • Agitação incontrolável;
  • Sonhos ou pesadelos estranhos;
  • Fraqueza;

Qualquer um dos efeitos colaterais acima pode ser perigoso e alguns efeitos colaterais devem causar preocupação imediata. Estes incluem parassonias, reações alérgicas e dependência ou abuso da medicação.

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As parassonias mais comuns associadas a soníferos são:

  • Sonambulismo;
  • Sono falando;
  • Sono comendo;
  • Sono dirigindo;
  • Sonhos/pesadelos vívidos;
  • Terrores noturnos;

Esses comportamentos podem ser mais comuns com o aumento da dosagem, por isso é importante tomar o medicamento exatamente como prescrito pelo seu médico.

Tal como acontece com qualquer medicamento, você também pode ter uma reação alérgica a pílulas para dormir. Se você estiver tendo uma reação alérgica, poderá notar um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Visão embaçada;
  • Dor no peito ou falta de ar;
  • Dificuldade em respirar ou engolir;
  • Comichão, erupção cutânea ou urticária;
  • Batimento cardíaco irregular ou acelerado;
  • Sensação de sua garganta fechando;
  • Inchaço dos olhos, lábios, rosto, língua ou garganta;
  • Vômito.

Pare de tomar a medicação e consulte um médico imediatamente. Com o uso a longo prazo, você aumenta o risco de desenvolver tolerância. Quando isso acontece, algumas pessoas acabam aumentando a dosagem ou abusando do remédio para dormir, o que resulta em efeitos colaterais mais problemáticos.

Como Tratar os Distúrbios do Sono

Há um grande preconceito quanto ao uso de medicamentos antidepressivos no tratamento dos distúrbios do sono, pois eles apresentam efeitos colaterais (como náuseas, tonturas, mal estar), e podem piorar o quadro do transtorno psíquico no início. Por este motivo, são utilizados remédios sintomáticos (benzodiazepínicos), para que seja possível tratar a doença e melhorar seus sintomas simultaneamente. Após o período determinado pelo médico, o uso dos sintomáticos é suspenso.

Apesar disso, é importante ressaltar que são os antidepressivos que vão tratar o problema a longo prazo. Depois dessa piora que pode ocorrer durante a introdução do remédio, ocorre uma melhora substancial, significativa e sustentada.

Recomendações a Serem Seguidas

A automedicação com pílulas para dormir é um problema sério, gerando riscos à saúde, por este motivo, é essencial que as pessoas com distúrbios do sono consultem um profissional de confiança ao invés de optar pela automedicação. Somente um especialista poderá diagnosticar e tratar a doença corretamente, sem causar prejuízos à saúde do paciente.

Lembrando que os remédios para dormir podem ser úteis em certas situações e por curtos períodos, mas seu uso indiscriminado e a longo prazo podem resultar em efeitos colaterais indesejados, dependência e agravamento dos problemas de sono. Portanto, a busca por alternativas de tratamento, incluindo terapias comportamentais e a orientação de um médico, é fundamental para garantir uma abordagem segura e eficaz para os distúrbios do sono.

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Mais informações sobre este assunto na Internet:

Artigo Publicado em: 30 de novembro de 2018 e Atualizado em 05 de dezembro de 2023

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Insônia

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer, em permanecer dormindo (manutenção do sono) ou não conseguir ter um sono reparador. Esta condição é caracterizada com base em sua duração, e pode ser classificada em aguda ou crônica, e em primária ou secundária. A insônia é muito impactante para diversas funções do organismo, e seu tratamento pode incluir componentes comportamentais e psicológicos.

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