Neurologista - Dr. Willian Rezende

Depressão aumenta o risco de AVC e de morte


A depressão e os seus sintomas aumentam à medida que as pessoas envelhecem e têm sido associados às doenças cardíacas e ao AVC, acidente vascular cerebral, em adultos de meia idade e idosos mais velhos. Mas até agora não sabíamos se a depressão e seus sintomas eram fatores de risco para essas duas condições perigosas.

Um novo estudo, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, os pesquisadores  se propuseram a  saber mais sobre se a depressão ou seus sintomas afetam a doença cardíaca e o acidente vascular cerebral em idosos.

Os pesquisadores  analisaram dados de 7,313 idosos de três grandes cidades francesas entre 1999 e 2001. Nenhum dos participantes tinha história de doença cardíaca, acidente vascular cerebral ou demência no início do estudo.

“Os pesquisadores concluíram que a depressão pode ser um fator de risco para a doença cardíaca ou para o acidente vascular cerebral. Eles sugeriram que os médicos prestem muita atenção nos sintomas de depressão em idosos sob seus cuidados”, afirma o  neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Sobreviventes de AVC deprimidos podem enfrentar o triplo do risco de morte

As pessoas que estão deprimidas, depois de um acidente vascular cerebral, podem ter um risco triplicado de morrer mais cedo e quatro vezes o risco de morte por acidente vascular cerebral do que as pessoas que não tiveram um acidente vascular cerebral ou depressão, de acordo com um estudo da Academia Americana de Neurologia.

A pesquisa incluiu dados de 10.550 pessoas entre as idades de 25-74 anos, que foram acompanhadas por 21 anos. Destes, 73 tiveram um acidente vascular cerebral, mas não desenvolveram depressão, 48 tiveram um acidente vascular cerebral e depressão, 8.138 não tiveram um acidente vascular cerebral ou depressão e 2.291 não tiveram um derrame, mas tiveram depressão.

Após considerar fatores como idade, sexo, raça, educação, nível de renda e estado civil, o risco de morrer de qualquer causa foi três vezes maior em indivíduos que tiveram acidente vascular cerebral e depressão, em comparação com aqueles que não tinham tido um acidente vascular cerebral e não estavam deprimidos.

O risco de morrer de acidente vascular cerebral foi quatro vezes maior entre aqueles que tiveram um acidente vascular cerebral e estavam deprimidos em comparação com pessoas que não tinham tido um acidente vascular cerebral e não estavam deprimidos.

“Uma em cada três pessoas que tem um acidente vascular cerebral desenvolve depressão. Isto é algo que precisa ser compartilhado com os membros da família do paciente, que  precisam estar atentos a este aspecto para ajudar o familiar. A pesquisa destaca a importância da triagem e do tratamento da  depressão em pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral”, diz o neurologista.

Depressão aumenta o risco de AVC e de morte
5 100% 20
Compartilhe:

Deixe um Comentário