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Depressão Aumenta o Risco de AVC e de Morte

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: AVC, Conteúdos, Emoções

Publicado: 19 de janeiro de 2021 | Atualizado: 22 de julho de 2021

Depressão Aumenta o Risco de AVC. A depressão e os seus sintomas aumentam à medida que as pessoas envelhecem e têm sido associados às doenças cardíacas e ao AVC, acidente vascular cerebral, em adultos de meia idade e em idosos mais velhos. Mas até agora não sabíamos se a depressão e os seus sintomas eram fatores de risco para essas duas condições perigosas.

Um novo estudo, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, detalha que pesquisadores se propuseram a saber mais sobre se a depressão ou os seus sintomas afetam a doença cardíaca e o acidente vascular cerebral em idosos.

E segundo um outro estudo, realizado pela Academia Americana de Neurologia, pessoas que estão deprimidas, depois de um acidente vascular cerebral, podem ter um risco triplicado de morrer mais cedo e quatro vezes o risco de morte por acidente vascular cerebral do que as pessoas que não tiveram um acidente vascular cerebral ou depressão.

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Continue a leitura e saiba mais sobre a realização dos estudos e suas descobertas.

Depressão Aumenta o Risco de AVC

O AVC é uma das principais causas de morte e de invalidez permanente, com perdas econômicas significativas devido às deficiências funcionais.

A depressão é altamente prevalente na população em geral e estima-se que 5,8% dos homens e 9,5% das mulheres terão um episódio depressivo em um período de 12 meses. A incidência de depressão ao longo da vida foi estimada em mais de 16% na população em geral.

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A depressão tem sido associada a riscos aumentados de diabetes, de hipertensão e de doenças cardiovasculares. Por este motivo, vários estudos avaliaram a associação entre sintomas da depressão e riscos subsequentes de morbidade e de mortalidade por AVC, sugerindo que a depressão pode ser um fator de risco modificável para AVC.

O Estudo do Journal of The American Geriatrics Society

Os pesquisadores analisaram dados de 7.313 idosos de três grandes cidades francesas entre 1999 e 2001. Nenhum dos participantes tinha histórico de doença cardíaca, de acidente vascular cerebral ou de demência no início do estudo.

“Os pesquisadores concluíram que a depressão pode ser um fator de risco para a doença cardíaca ou para o acidente vascular cerebral. Eles sugeriram que os médicos prestem muita atenção nos sintomas de depressão em idosos sob seus cuidados”, afirma o neurologista Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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O Estudo da Academia Americana de Neurologia

A pesquisa incluiu dados de 10.550 pessoas entre as idades de 25-74 anos, que foram acompanhadas por 21 anos. Destes:

  • 73 tiveram um acidente vascular cerebral, mas não desenvolveram depressão;
  • 48 tiveram um acidente vascular cerebral e depressão;
  • 8.138 não tiveram um acidente vascular cerebral ou depressão;
  • 2.291 não tiveram AVC, mas tiveram depressão.

Após considerar fatores como idade, sexo, raça, educação, nível de renda e estado civil, o risco de morrer de qualquer causa foi três vezes maior em indivíduos que tiveram acidente vascular cerebral e depressão em comparação com aqueles que não tinham tido um acidente vascular cerebral e não estavam deprimidos.

O risco de morrer de acidente vascular cerebral foi quatro vezes maior entre aqueles que tiveram um acidente vascular cerebral e estavam deprimidos em comparação com pessoas que não tinham tido um acidente vascular cerebral e não estavam deprimidos.

“Uma em cada três pessoas que tem um acidente vascular cerebral desenvolve depressão. Isto é algo que precisa ser compartilhado com os membros da família do paciente, que precisam estar atentos a este aspecto para ajudar o familiar. A pesquisa destaca a importância da triagem e do tratamento da depressão em pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral”, diz o neurologista.

Referência:

Artigo Publicado em: 31 de jul de 2016 e Atualizado em: 19 de janeiro de 2021

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AVC

Popularmente conhecido como AVC, o Acidente Vascular Cerebral pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito, causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Dividido em dois subtipos, isquêmico e hemorrágico, o AVC pode ser evitado com a prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável, abandono dos hábitos de fumar e ingerir álcool frequentemente.

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