Neurologista - Dr. Willian Rezende

Cirurgia para Doença de Parkinson


A Cirurgia para Doença de Parkinson (DP) ocorre para cerca de 10 a 15% dos pacientes. A cirurgia consiste no implante de um eletrodo no cérebro que ajuda a controlar os movimentos involuntários resultantes da doença.

Deste modo, a avaliação é feita a partir de exames e questionários específicos. Entre as principais considerações estão idade, ausência de demência, mínimo de cinco anos com o diagnóstico da doença, nível de incômodos, entre outros fatores.

Indicação da Cirurgia para Doença de Parkinson

A cirurgia para a Doença de Parkinson com implante de eletrodos no cérebro para estimulação profunda é indicada para alguns casos, por exemplo:

  • Complicações em decorrência do tratamento da doença;
  • Diminuição do efeito dos medicamentos;
  • Discinesia de pico de dose;
  • Distonia do vale;
  • Medicamentos não são suficientes para o tratamento da doença (ou porque apresenta muitos efeitos colaterais pelo excesso de remédios, ou a dose tolerada pelo paciente não é suficiente para o controle dos sintomas da doença).

Portanto, a cirurgia do implante de eletrodos não é curativa, ela funciona como um remédio. Assim sendo, ocorre um estímulo de forma que o cérebro volta a ganhar uma função e melhora vários sintomas. Porém ela só funciona se o remédio estiver funcionando. Existem alguns testes para saber se o medicamento está ou não funcionando, somente depois indica-se a cirurgia.

Pode imaginar um excelente controle da doença de Parkinson, sem ter tantos medicamentos e sem discinesia de pico de dose?

Estimulação Cerebral Profunda

A Cirurgia para Doença de Parkinson, que é para realizar a estimulação cerebral profunda (DBS) é um procedimento cirúrgico usado para tratar vários sintomas neurológicos incapacitantes (mais comumente os sintomas motores debilitantes da doença de Parkinson, como tremores, rigidez, rigidez, lentidão de movimentos e problemas de locomoção).

Frequentemente, o procedimento é usado para tratar tremor essencial e distonia. Atualmente, o procedimento é usado apenas para indivíduos cujos sintomas não podem ser adequadamente controlados com medicamentos.

O DBS usa um dispositivo médico operado por bateria, cirurgicamente implantado, chamado gerador de pulso implantável (IPG) (semelhante a um marca-passo cardíaco e aproximadamente do tamanho de um cronômetro) para fornecer estimulação elétrica a áreas específicas do cérebro que controlam o movimento, bloqueando sinais nervosos anormais que causam sintomas de DP.

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Referências:

1 – Surgery for Parkinson Disease: A Critical Evaluation of the State of the Art

https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/fullarticle/777172

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