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Cefaleia Pós-Traumática – Sintomas, Causas e Tratamentos

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Dor de Cabeça

Publicado: 28 de junho de 2022 | Atualizado: 28 de junho de 2022

A cefaleia pós-traumática é definida como o início de dores de cabeça persistentes dentro de sete dias após a alteração da consciência devido a um golpe ou impacto na cabeça.

Essa é a queixa mais frequentemente relatada após um traumatismo cranioencefálico (TCE). Os sintomas variam amplamente, embora a maioria das pessoas experimente sintomas potencialmente incapacitantes.

Neste artigo, saiba mais sobre a dor de cabeça pós-traumática, incluindo suas causas, como é diagnosticada e opções de tratamento.

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Sintomas da Cefaleia Pós-Traumática

Os sintomas, geralmente, surgem dentro de sete dias após uma lesão significativa na cabeça que, muitas vezes, leva à perda de consciência.

Embora essa condição possa assumir muitas formas, a maioria das pessoas apresenta sintomas semelhantes às enxaquecas ou dores de cabeça tensionais.

Sintomas adicionais de lesão cerebral traumática também podem estar presentes:

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Um caso de dor de cabeça pós-traumática é considerado crônico se os sintomas persistirem por mais de dois meses. Os casos que se resolvem dentro desse tempo são considerados agudos.

Causas

A maioria das dores de cabeça pós-traumáticas são o resultado direto de lesões cerebrais traumáticas. As causas mais comuns são:

  • Acidentes automobilísticos;
  • Lesões esportivas;
  • Impacto na cabeça por um objeto;
  • Violência interpessoal ou abuso doméstico;
  • Lesões por explosão.

Tratamento da Cefaleia Pós-Traumática

A condição tende a ser tratada com base em como ela se apresenta. Como os casos individuais variam muito, os planos de tratamento e manejo precisam ser personalizados, combinando estratégias para gerenciar o problema.

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Medicamentos Agudos

Medicamentos agudos controlam a dor e outros sintomas após seu início. Várias classes de drogas agudas são recomendadas (incluindo sem receita ou prescritas), embora o uso excessivo possa levar a problemas:

  • Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Têm efeitos analgésicos e redutores de inflamação;
  • Paracetamol: Como os AINEs, funciona para aliviar a dor, no entanto, não é eficaz para a inflamação;
  • Medicamentos combinados: Medicamentos que combinam aspirina, cafeína e outras substâncias para proporcionar alívio da tensão, enxaqueca e dores de cabeça pós-traumáticas;
  • Opioides: São analgésicos muito fortes. No entanto, têm muitos efeitos colaterais e podem ser viciantes, portanto, seu uso é cuidadosamente monitorado e limitado. Geralmente, outras opções são exploradas primeiro;
  • Triptanos: Muitas vezes prescritos para enxaquecas, estimulam receptores para a serotonina, uma substância química do cérebro envolvida no humor e bem-estar.

Medicamentos Preventivos

Em casos de cefaleia pós-traumática crônica, medicamentos também podem ser prescritos para prevenir os sintomas:

  • Antidepressivos tricíclicos: Uma classe de medicamentos também usada para tratar a depressão e outros transtornos do humor, em doses baixas a moderadas são eficazes para cefaleia pós-traumática crônica;
  • Anticonvulsivantes: Esses medicamentos são prescritos principalmente para epilepsia; no entanto, também são eficazes na prevenção de ataques de enxaqueca;
  • Betabloqueadores.

Aconselhamento e Terapia

Vários métodos terapêuticos têm se mostrado eficazes no tratamento de problemas de dor crônica. Comum entre essas abordagens é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que trabalha para aumentar o controle consciente do paciente sobre as respostas à dor.

Quem sofre de dor de cabeça crônica também é propenso a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. O aconselhamento pode revelar-se muito útil em abordar essas questões.

Outras Abordagens

Casos muito difíceis de gerenciar (refratários) também podem ser tratados com uma série de outras abordagens médicas, incluindo:

  • Injeções de Botox: As injeções de toxina botulínica A (Botox) em áreas específicas da têmpora, do pescoço e da cabeça previnem dores de cabeça crônicas em algumas pessoas. O Botox interrompe temporariamente a atividade dos nervos associados ao controle da dor;
  • Bloqueio de nervo: Os bloqueios de nervo estão entre os tratamentos mais comuns. Injeções de anestésico nos nervos associados à dor podem interromper seu funcionamento e prevenir dores de cabeça;
  • Injeções em ponto-gatilho: Usadas para alguns outros tipos de dores de cabeça, como dor de cabeça da ATM (articulação temporomandibular), visam pontos específicos de tensão no rosto ou no pescoço;
  • Estimulação transcraniana: Ondas magnéticas ou eletrônicas são direcionadas a regiões específicas do cérebro por meio de dispositivos vestíveis. Essa técnica embaralha as mensagens de dor, reduzindo as crises de dor de cabeça;
  • Cirurgia de descompressão: Muitas vezes o último recurso, a cirurgia visa aliviar a pressão nos nervos periféricos da cabeça associada à dor de cabeça. Através de incisões muito pequenas na cabeça, no pescoço ou nas têmporas, o tecido e a matéria óssea ao redor desses nervos são removidos.

Prognóstico

A cefaleia pós-traumática é muito comum entre aqueles que sofrem TCE. No entanto, em casos de concussão ou TCE leve, a grande maioria dos casos se resolve dentro de dias a semanas.

Os casos crônicos são particularmente desafiadores. Se a dor de cabeça piorar, é importante observar sua capacidade de atividade e fazer ajustes gradualmente com a orientação de um neurologista e/ou fisioterapeuta.

Mais Informações sobre “cefaleia pós-traumática” na Internet:
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Dor de Cabeça

A Cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça, pode ocorrer de modo isolado, quando apresenta um complexo sintomático agudo (como a enxaqueca), ou provida de doenças em desenvolvimento (como infecções). O diagnóstico é baseado na compreensão da fisiopatologia dessas dores de cabeça, na obtenção de um histórico clínico e na realização de um exame físico e neurológico criterioso, para formular um diagnóstico diferencial.

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