Neurologista - Dr. Willian Rezende

Como Diferenciar os Diversos Termos da Doença de Parkinson?


Termos relacionados à Doença de Parkinson são frequentemente utilizados de forma errada, e muitas pessoas acreditam que alguns termos têm o mesmo significado quando na verdade eles têm significados distintos. Neste artigo, compreenda melhor cada um dos termos da doença de Parkinson.

Termos da Doença de Parkinson

Podemos usar como exemplo de termos de mesmo significado “Doença de Parkinson” e “Mal de Parkinson”, já “Síndrome de Parkinson” e “Parkinsonismo” têm outro significado.

Doença de Parkinson idiopática

Esse termo é usado para o tipo mais comum da Doença de Parkinson. Trata-se da doença na qual a pessoa apresenta rigidez, lentificação, tremor e instabilidade postural, sem que tenha outra causa para os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. É a doença clássica descoberta por Parkinson, e portanto é esperado que se comporte como uma doença conhecida e previsível. Melhora com o medicamento levodopa e tem uma evolução característica. Também conhecida como Mal de Parkinson1.

Parkinsonismo ou Síndrome de Parkinson

É definido como um grupo de doenças neurológicas. A Síndrome de Parkinson ou Parkinsonismo compreende um grupo de distúrbios com sinais e sintomas em comum com a Doença de Parkinson, como a rigidez, tremor, instabilidade postural, escassez de movimento espontâneo (bradicinesia), postura em flexão e congelamento da marcha, em conjunto com outras características adicionais que o distinguem da Doença de Parkinson idiopática1.

A pessoa com Parkinsonismo não precisa ter todos os sinais, mas deve ter a bradicinesia de acordo com um critério diagnóstico. Distúrbios dentro da Síndrome Parkinsoniana ou Parkinsonismo incluem a doença de corpos de Lewy, atrofia de múltiplos sistemas, paralisia supranuclear progressiva, degeneração ganglionar corticobasal, intoxicação por medicamento, ou AVC1.

Ou seja, são doenças que, apesar de ter sintomas em comum com a Doença de Parkinson, têm outras características que nos permitem diferenciá-las.

Às vezes, é preciso realizar exames para diferenciar a Doença de Parkinson de outras Síndromes Parkinsonianas e outras vezes somente o tempo irá mostrar qual dessas o paciente realmente desenvolveu.

Assista ao vídeo abaixo e compreenda melhor este assunto:

Referências:

1 – Handbook of Clinical Neurology, Chapter 33 The history of movement disorders. D. J.Lanska. Volume 95, 2009, Pages 501-546. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0072975208021337?via%3Dihub

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