Neurologista - Dr. Willian Rezende

Tango beneficia pacientes com Parkinson


Dançar tango pode ter benefícios potenciais para as pessoas em determinadas fases do desenvolvimento da doença de Parkinson, de acordo com achados de um novo estudo, que  analisou as mudanças nas habilidades motoras dos pacientes que fizeram um curso de tango de 12 semanas.

Este  é o primeiro estudo a avaliar o efeito que o tango tem sobre os sintomas não-motores da doença. O estudo analisou se uma atividade social e física ligada à música, como o tango, poderia ter possível valor terapêutico para pacientes com a doença de Parkinson, que caracteristicamente sofrem de disfunções motoras – tremor, rigidez, disfunção da marcha -, bem como de sintomas não-motores, tais como  depressão,  cansaço e degeneração cognitiva.

Quarenta homens e mulheres com Parkinson participaram do estudo, que envolveu aulas de estúdio com dois professores de dança profissional.

Os pesquisadores concluíram que o tango é útil para melhorar significativamente o equilíbrio e a mobilidade funcional. Eles também encontraram benefícios modestos em termos de funções cognitivas dos pacientes e na redução da fadiga. Não houve mudanças motoras significativas.

O tango pode ser particularmente útil para melhorar o equilíbrio e a mobilidade funcional em pacientes com Parkinson. A dança exige passos específicos que envolvem andar ritmicamente para a frente e para trás. Isto pode ser particularmente útil para pessoas com dificuldades para caminhar, especialmente devido ao congelamento da marcha e para evitar quedas para trás.

“Mais do que o tango, especificamente, é preciso destacar que o treino e o constante desafio do cérebro com novos exercícios físicos é o melhor aspecto dessa pesquisa, sejam estes novos passos de dança, novos movimentos de luta, aumento de carga na academia, etc…”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

 

Tango beneficia pacientes com Parkinson
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