Neurologista - Dr. Willian Rezende

Pré-eclâmpsia: alerta para dor de cabeça em mulheres grávidas


Se uma mulher grávida com pressão arterial elevada e sem história de dor de cabeça, de repente desenvolve uma dor de cabeça que rapidamente fica pior, ela poderia estar em risco de complicações na gravidez, incluindo pré-eclâmpsia, que colocam tanto a mãe quanto o bebê em risco.

Estes e outros resultados são de um novo estudo  que oferece  as primeiras recomendações clínicas para a tomada de decisões de diagnóstico de dores de cabeça em mulheres grávidas. O estudo, o maior de seu tipo, foi publicado on-line na revista Neurology.

Dores de cabeça durante a gravidez são bastante comuns, mas nem sempre é fácil distinguir entre uma condição preexistente de enxaqueca recorrente e uma dor de cabeça causada por uma complicação da gravidez.

O estudo sugere que os médicos devem prestar muita atenção quando uma mulher grávida se apresenta com uma dor de cabeça grave, especialmente se ela tem pressão arterial elevada ou falta de histórico de dor de cabeça passado. Essas pacientes devem ser encaminhadas imediatamente para neuroimagem e acompanhamento de pré-eclâmpsia.

“A pré-eclâmpsia (anteriormente chamado toxemia) normalmente ocorre durante o segundo ou terceiro trimestre de gravidez e pode estar relacionada a uma interação anormal dos vasos sanguíneos que abastecem a placenta. Os sintomas e sinais podem incluir hipertensão arterial, dores de cabeça, visão embaçada ou dor abdominal, embora algumas pacientes possam não ter sintomas. Dependendo da gravidade e da idade do feto, o tratamento varia de repouso para a pré-eclâmpsia leve ao parto prematuro, se a condição é grave”, explica o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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