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Dor de Cabeça na Gravidez: Quando é um Alerta para Pré-Eclâmpsia?

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Dor de Cabeça na Gravidez: Quando é um Alerta para Pré-Eclâmpsia?

Publicado: 13/11/19 | Atualizado: novembro 14, 2019

Dor de Cabeça na Gravidez: Quando é um Alerta para Pré-Eclâmpsia? Se uma mulher grávida com pressão arterial elevada e sem histórico de dor de cabeça, de repente a desenvolve e rapidamente fica pior, ela poderia estar em risco de complicações na gravidez, incluindo pré-eclâmpsia, que colocam tanto a mãe quanto o bebê em risco.

O que é Pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é uma complicação da gravidez caracterizada por pressão alta e sinais de danos a outro sistema orgânico, geralmente o fígado e os rins. A pré-eclâmpsia geralmente começa após 20 semanas de gravidez em mulheres cuja pressão arterial era normal.

Se não tratada, a pré-eclâmpsia pode levar a complicações sérias – até fatais – para a mulher grávida e seu bebê. Se você tiver pré-eclâmpsia, o tratamento mais eficaz é o parto do seu bebê, mas mesmo após , ainda pode demorar um pouco para a situação normalizar. A pré-eclâmpsia (anteriormente chamado toxemia) pode estar relacionada a uma interação anormal dos vasos sanguíneos que abastecem a placenta.

Dores de Cabeça e Pré-eclâmpsia

Dores de cabeça durante a gravidez são bastante comuns, mas nem sempre é fácil distinguir entre uma condição preexistente de enxaqueca recorrente e uma dor de cabeça causada por uma complicação da gravidez.

Para que o diagnóstico possa ocorrer de maneira “tranquila” os médicos devem prestar muita atenção quando uma mulher grávida se apresenta com uma dor de cabeça grave, especialmente se ela tem pressão arterial elevada ou falta de histórico de dor de cabeça passado. Essas pacientes devem ser encaminhadas imediatamente para neuroimagem e acompanhamento de pré-eclâmpsia.

Outros sinais e sintomas de pré-eclâmpsia (Desconsiderando as Dores de Cabeça) podem incluir:

  • Excesso de proteína na urina (proteinúria) ou
    • Sinais Adicionais de problemas Renais;
  • Alterações na Visão, incluindo perda Temporária dela,
    • visão Embaçada ou Sensibilidade à luz.
  • Dor abdominal superior,
    • geralmente sob as costelas do lado direito;
  • Náusea ou
    • Vômito;
  • Diminuição da Produção de Urina;
  • Níveis reduzidos de Plaquetas no Sangue
    • trombocitopenia;
  • Função hepática Comprometida;
  • Falta de ar,
    • Causada por líquido nos pulmões;

 

Complicações da Pré-Eclâmpsia

Dor de Cabeça na Gravidez: Quando é um Alerta para Pré-Eclâmpsia?

Quanto mais grave for a sua pré-eclâmpsia e quanto mais cedo ocorrer durante a gravidez, maiores serão os riscos. A pré-eclâmpsia pode exigir um trabalho de parto induzido.

O parto por cesariana pode ser necessário se houver Condições Clínicas ou Obstétricas que Exijam um Parto Rápido. Caso contrário, seu médico poderá recomendar um parto vaginal programado. Seu médico de confiança conversará com você sobre o tipo de parto adequado para sua condição especificamente.

As complicações da pré-eclâmpsia podem incluir:

Restrição do Crescimento Fetal

A pré-eclâmpsia afeta as artérias que transportam sangue para a placenta. Se a placenta não receber sangue suficiente, o bebê poderá receber sangue e oxigênio inadequados e insuficientes (menos nutrientes). Isso pode resultar em crescimento lento, conhecido como restrição do crescimento fetal, baixo peso ao nascer ou parto prematuro.

Nascimento prematuro

A pré-eclâmpsia com características graves, demanda que o parto seja realizado mais cedo, para salvar a vida de ambos pacientes – mãe e bebê. A prematuridade pode levar à problemas relacionados a respiração e outros problemas. O seu médico irá ajudá-lo a entender quando é o momento ideal para o seu parto.

Descolamento da placenta

A pré-eclâmpsia aumenta o risco de descolamento da placenta, uma condição na qual a placenta se separa da parede interna do útero antes do parto. O descolamento grave pode causar sangramento intenso, o que pode levar ao falecimento da mãe e o do bebê.

Síndrome HELLP

A síndrome HELLP – que significa hemólise (destruição de glóbulos vermelhos), enzimas hepáticas elevadas e baixa contagem de plaquetas – é uma forma mais grave de pré-eclâmpsia e pode rapidamente se tornar fatal.

Os sintomas da síndrome HELLP incluem náusea e vômito, dor de cabeça e dor abdominal superior direita. A síndrome HELLP é particularmente perigosa porque representa danos a vários sistemas orgânicos. Ocasionalmente, pode desenvolver-se repentinamente, mesmo antes de detectar a pressão alta ou desenvolver-se sem nenhum sintoma.

Eclampsia

Quando a pré-eclâmpsia não é controlada, a eclâmpsia – que é essencialmente pré-eclâmpsia associada a convulsões – pode se desenvolver. É muito difícil prever quais pacientes terão pré-eclâmpsia grave o suficiente para resultar em eclâmpsia.

Frequentemente, não há sintomas ou sinais de alerta para prever eclâmpsia. Como a eclâmpsia pode ter sérias consequências para a mãe e o bebê, o parto torna-se necessário, independentemente do estágio (semanas) da gestação.

Outro dano ao órgão

A pré-eclâmpsia pode resultar em danos aos rins, fígado, pulmão, coração ou olhos e pode causar um derrame ou outra lesão cerebral. A quantidade de lesões em outros órgãos depende da gravidade da pré-eclâmpsia.

Doença Cardiovascular

Sempre visite seu médico de confiança, vá a um Neurologista fazer os check-ups. Ter pré-eclâmpsia pode aumentar o risco de futuras doenças cardiovasculares. O risco é ainda maior se você tiver pré-eclâmpsia mais de uma vez ou tiver tido um parto prematuro. Para minimizar esse risco, após o parto, tente manter seu peso ideal, mantenha uma dieta rica em frutas e vegetais, faça exercícios regularmente e não fume. Dor de Cabeça na Gravidez: Quando é um Alerta para Pré-Eclâmpsia?

Informações Complementares
  • Artigo Publicado em: 03 de Julho de 2016 e Atualizado em: 13 de Novembro de 2019


Dor de Cabeça

A Cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça, pode ocorrer de modo isolado, quando apresenta um complexo sintomático agudo (como a enxaqueca), ou provida de doenças em desenvolvimento (como infecções). O diagnóstico é baseado na compreensão da fisiopatologia dessas dores de cabeça, na obtenção de um histórico clínico e na realização de um exame físico e neurológico criterioso, para formular um diagnóstico diferencial.

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