Neurologista - Dr. Willian Rezende

Conheça a Paralisia do Sono


A paralisia do sono define-se por uma incapacidade temporária de se mover ou falar, que ocorre quando você está acordando ou adormecendo. Não é prejudicial e costuma passar em alguns segundos ou minutos, mas pode ser uma experiência muito assustadora.

Algumas pessoas têm episódios de paralisia do sono apenas uma ou duas vezes na vida, enquanto outras passam por isso todo mês ou de modo mais regular. A condição afeta pessoas de todas as idades, e é mais comum em adolescentes e adultos jovens.

Paralisia do Sono – Sintomas

O principal sintoma da paralisia do sono é estar completamente consciente, mas temporariamente incapaz de se mover ou falar. Isso geralmente ocorre quando o paciente está acordando, mas pode acontecer também no processo de pegar no sono.

Durante um episódio de paralisia do sono, o paciente pode apresentar:

  • Dificuldade de respirar fundo, como se seu peito estivesse sendo pressionado ou restringido de alguma forma;
  • Incapacidade de mover os olhos (pálpebras): algumas pessoas com paralisia do sono conseguem abrir os olhos, mas outras não;
  • Sensação de que alguém ou algo está presente no local (alucinação): algumas pessoas sentem que há uma presença por perto;
  • Sentimento constante de medo/assustado.

A duração de um episódio pode variar de alguns segundos, a vários minutos. A pessoa consegue se mover e falar normalmente depois, embora possa se sentir insegura e ansiosa quando for dormir novamente.

Paralisia do Sono –  Causas

A paralisia do sono acontece quando o estágio do sono REM (Rapid Eye Movement – movimento rápido dos olhos) ocorre enquanto você ainda está acordado.

O REM é a fase do sono que acontece quando o cérebro está muito ativo e os sonhos ocorrem com frequência. O corpo fica incapaz de se mover. Ainda não está claro para a medicina porque o sono REM às vezes ocorre enquanto você ainda está acordado, mas este episódio está associado a:

  • Privação de sono, insônia ou sono insuficiente;
  • Padrões de sono irregulares devido a vários motivos, como trabalho;
  • Narcolepsia, uma condição de longo prazo que faz com que a pessoa adormeça de repente, em momentos inapropriados;
  • Histórico familiar de paralisia do sono;
  • Dormir de bruços.

Em muitos casos, a paralisia do sono é um acontecimento pontual ou muito frequente, que ocorre em pessoas saudáveis.

Paralisia do Sono – Tratamentos

Muitas vezes, a paralisia do sono pode melhorar sozinha com o tempo, mas alterar seus hábitos de sono é uma medida que pode ajudar. São exemplos dessas mudanças:

  • Tentar ter uma boa noite de sono: a maioria dos adultos precisa de seis a oito horas de sono de boa qualidade por noite;
  • Ir dormir na mesma hora todas as noites, e levantar-se no mesmo horário todas as manhãs. Se possível, manter esse hábito em fins de semana, feriados e férias também;
  • Criar um ambiente de sono confortável, silencioso, escuro e com uma boa temperatura;
  • Evitar de fazer refeições pesadas, fumar e beber álcool ou cafeína pouco antes de dormir;
  • Se exercitar regularmente, mas interromper as atividades cerca de quatro horas antes de ir dormir.

Se a sua paralisia do sono for particularmente grave, um médico especialista pode sugerir o uso de medicação antidepressiva, como a clomipramina. Esses remédios trabalham por alterar o sono REM e são tipicamente prescritos em doses menores do que as usadas ​​para tratar a depressão.

Fonte: https://www.nhs.uk/conditions/sleep-paralysis/

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Insônia

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer, em permanecer dormindo (manutenção do sono) ou não conseguir ter um sono reparador. Esta condição é caracterizada com base em sua duração, e pode ser classificada em aguda ou crônica, e em primária ou secundária. A insônia é muito impactante para diversas funções do organismo, e seu tratamento pode incluir componentes comportamentais e psicológicos.



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