

Antidepressivos Viciam? Do ponto de vista neurológico, este é o assunto abordado neste artigo, que também inclui detalhes sobre a sensação do medicamento no corpo, então, continue a leitura e não deixe de descrever sua experiência ou de alguém próximo ao chegar na parte de comentários.
Primeiramente, é preciso saber que o vício ou a dependência química dependem do preenchimento de alguns requisitos, como tolerância (necessidade de doses maiores para ter o mesmo efeito), abstinência (sintomas contrários aos da substância) e comportamento de busca (de forma compulsiva e obsessiva).
Por isso, acontecem mudanças químicas no cérebro responsáveis pela dependência, como nos casos de álcool, açúcar, benzodiazepínicos, cocaína e nicotina, por exemplo.
O antidepressivo tem diversas indicações, tais como, tratamento de ansiedade, depressão, dor, humor, transtorno bipolar e TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), e é responsável por aumentar a quantidade de serotonina na fenda sináptica e demais neurotransmissores, como dopamina e noradrenalina.
Desta forma, sabemos que não causa dependência química, uma vez que não são identificados os requisitos para serem considerados um vício, ou seja, não há necessidade de aumento da dose nem identificação de abstinência, inclusive em casos de retirada abrupta, ou comportamento de busca.
Logo, os antidepressivos têm ação de corrigir os desequilíbrios químicos no cérebro ligados às emoções e ao humor, e devido às suas características, como não provocar euforia nem ativar as vias de recompensa cerebral correspondentes, não viciam.
Se os antidepressivos não viciam, de onde vem essa associação? Uma das explicações está no fato de que alguns destes medicamentos, especialmente os de meia-vida curta, como os duais (duloxetina, desvenlafaxina e venlafaxina), causam síndrome de retirada aguda ou rápida, em que o paciente sente mal-estar e tontura intensa.
Além disso, podem ser observados insônia, irritabilidade ou mudanças de humor, sensação de desmaio iminente ou choque elétrico, sintomas semelhantes aos da gripe e sonhos vívidos, que tendem a desaparecer ao longo de dias ou semanas após a interrupção do medicamento, reforçando que o ideal é fazê-la com acompanhamento profissional para que seja providenciada no período certo e de forma gradual.
Enquanto nos casos dos antidepressivos de meia-vida longa, diante de esquecimento das doses ou interrupção total, o mesmo não acontece, uma vez que demoram para sair do sangue.
Outro motivo é que as pessoas sentem-se bem após alguns meses de tratamento e decidem interromper o tratamento sem acompanhamento médico, o que tende a resultar no retorno dos sintomas de ansiedade e/ou depressão, dando a falsa ideia de que está dependente do medicamento.
Apesar de o ideal ser manter o tratamento por 12 meses seguidos em sucesso terapêutico para que o médico especialista em Neurologia considere a opção de tentar a retirada do antidepressivo, em alguns casos, os sintomas podem acabar retornando devido à tendência genética.
Por isso, é fundamental buscar atendimento especializado, em que um olhar treinado consegue confirmar o diagnóstico, conversar sobre as melhores opções de tratamento após analisar os resultados dos exames e criar um plano individualizado, decidindo juntamente com o paciente se os Antidepressivos, que não Viciam, são a melhor escolha para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida, então, não hesite em agendar uma consulta.
Os transtornos emocionais caracterizam-se por disfunções comportamentais e cerebrais, que afetam a saúde psicológica e a qualidade de vida dos pacientes. Distúrbios como depressão, ansiedade, estresse, síndrome do pânico e fobia social estão inclusos nesta categoria. As causas, sintomas, e terapias variam de acordo com a condição. É essencial buscar ajuda especializada para diagnosticar e tratar adequadamente o problema.
Agende sua Consulta!
Tags:Antidepressivos, dependência química, saúde mental, síndrome de retirada, vício em antidepressivos
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