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Ansiedade – Quando ela Começa a ser um Problema?

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Emoções

Publicado: 25 de abril de 2023 | Atualizado: 25 de abril de 2023

A ansiedade é algo extremamente comum. Todas as pessoas possuem algum nível de ansiedade, o ser humano necessita disso para desenvolver uma pré-ativação do corpo e dos pensamentos para criar uma reação rápida e equivalente aos momentos da nossa vida.

Quando a ansiedade começa a ter efeitos desproporcionais e fora de hora, não está normal. É aí que ela se torna um problema e, possivelmente, uma doença.

Continue a leitura deste artigo e compreenda o que é ansiedade e quando ela demonstra a necessidade de procurar a ajuda de um médico.

Teste de Depressão (PDQ-9)
Esse teste é adaptado do PDQ-9 para quantificação do grau de depressão

O que é Ansiedade?

A maioria das pessoas sente medo ou até mesmo um breve pânico quando confrontada com uma ameaça: quando alguém desvia o carro na sua pista ou você vira em uma loja e seu filho está fora de vista, por exemplo.

Nessas situações, você pode perceber que tem uma resposta física, como coração acelerado, transpiração repentina ou um nó no estômago.

A ansiedade é semelhante, mas vem de uma ameaça percebida e não de uma ameaça real. Os sintomas de ansiedade variam de pessoa para pessoa e com a causa do estresse.

Crise de pânico - Como reconhecer e ter controle
Este livro contém elementos para reconhecer uma crise de pânico e técnicas para como se controlar quando isso acontecer

Quando a Ansiedade Começa a ser um Problema?

Existem alguns fatores que separam a ansiedade típica de um problema mais sério para o qual você pode precisar procurar tratamento. Fatores a serem considerados incluem:

  • Intensidade. Sua ansiedade causa desconforto significativo ou sintomas intoleráveis?
  • Duração. Seus sintomas persistem além da experiência indutora de ansiedade (como se você estivesse estressado com um teste e o estresse persistisse o dia todo ou até mesmo no dia seguinte)?
  • Interferência. Sua ansiedade reduz sua capacidade de funcionar de modo que você não possa trabalhar ou fazer outras tarefas?
  • Gatilhos. Você tem gatilhos que o tornam indefeso? Você tem tantos gatilhos que para de fazer coisas como sair de casa ou dirigir na rodovia?
  • Afeta sua vida em geral. Considere como a ansiedade está afetando todas as áreas da sua vida, como trabalho e relacionamentos. Como seria sua vida se você não tivesse a ansiedade? Seria significativamente diferente?

É importante refletir sobre o quanto isso afeta seu funcionamento. Até podemos evitar alguns gatilhos: se você tem medo de leões, não vá ao zoológico. Mas quando o medo é das pessoas, ou de situações que normalmente não causariam medo, isso é um problema.

Pouca Ansiedade Também é um Problema?

Além dessa situação, existem casos em que o paciente tem um nível muito baixo de ansiedade. Esse também se encontra em uma posição de risco. Isso é justificado, pois ele pode encarar uma situação de perigo e não se preocupar ou tentar fugir da mesma.

Não deixe as emoções te dominarem!
Problemas com emoções não são normais e nem frescura, não importa a idade. Busque ajuda com um profissional da saúde.

As pessoas precisam ter uma quantidade correta de ansiedade, agir da maneira indicada para aquele momento, não sendo de menos e nem demais. Mas, infelizmente, não é o que acontece com todo mundo.

Quando Procurar Ajuda Médica

Apesar do transtorno da ansiedade ter se popularizado e ganhado destaque, muitas pessoas ainda encontram enorme dificuldade em admitir para si próprias que estão passando por isso.

Quando não está em níveis normais, a ansiedade afeta mais de um aspecto do ser humano. Por isso, é de grande ajuda saber reconhecer os sintomas, não só como indivíduos, mas para oferecer ajuda às pessoas próximas que os apresentam. Alguns dos principais sintomas são:

  • Ansiedade Fora de Hora – A pessoa com transtorno passa a experienciar crises de ansiedade sem motivo aparente, no meio de uma aula ou do expediente, por exemplo. Repare na pessoa que você suspeita que tem esse problema: observe se ela se isola em alguns momentos e se sua respiração não fica descontrolada;
  • Sintomas Físicos – O paciente que apresenta esse tipo de sintoma passa a roer as unhas, bater as pernas freneticamente e fica inquieto o tempo todo. Além disso, também pode apresentar taquicardias, palpitações, gastrite e, por vezes, refluxo, intestino preso ou solto com grande frequência de evacuação. Também é comum que a pessoa transpire muito nas axilas, pernas, nos pés e no rosto, ficando vermelha e tendo formigamentos e tremedeiras sem explicação. Ademais, a pessoa pode se mostrar fatigada e sem energia. E até pode ficar com dificuldades para dormir e acordar frequentemente durante o sono;
  • Sintomas Psíquicos:
    • Excessiva preocupação, preocupação desproporcional ao problema;
    • Obsessão com limpeza;
    • Perfeccionismo;
    • Pensamentos negativos (pensar que tudo vai dar errado);
    • Dificuldade de controlar seus pensamentos;
    • Sensibilidade (chorar, ficar irritada e explosiva);
    • Manias excessivas (checar se o carro está trancado com frequência, se trancou a porta, etc).
  • Sintomas Sociais:
    • Evitar locais cheios;
    • Evitar locais fechados;
    • Evitar locais vazios e abertos demais;
    • Evitar utilizar transporte público;
    • Incômodo de ficar sozinho.
  • Sintomas Cognitivos (Funcionamento da Mente):
    • Desatenção;
    • Dificuldade de manter a concentração ao realizar uma leitura;
    • Pensamentos inconclusivos.

Se sua ansiedade tem um efeito prejudicial em sua vida, converse com seu médico sobre suas necessidades específicas.

Assista ao vídeo e saiba mais informações:

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Artigo Publicado em: 22 de dez de 2018 e Atualizado em: 25 de abril de 2023

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Emoções

Os transtornos emocionais caracterizam-se por disfunções comportamentais e cerebrais, que afetam a saúde psicológica e a qualidade de vida dos pacientes. Distúrbios como depressão, ansiedade, estresse, síndrome do pânico e fobia social estão inclusos nesta categoria. As causas, sintomas, e terapias variam de acordo com a condição. É essencial buscar ajuda especializada para diagnosticar e tratar adequadamente o problema.

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