Neurologista - Dr. Willian Rezende

Dor de Cabeça e Cérebro: Saiba Mais!


A dor que nós, seres humanos, sentimos, se inicia devido a estímulos indesejados que ativam os nociceptores (fibras nervosas sensoriais). Estas estão presentes em algumas partes do corpo humano, como: pele, músculos, articulações e alguns órgãos que levam sinais dolorosos até o cérebro, onde a informação de dor é processada.

O cérebro propriamente dito realmente não sente dor, visto que não existem nociceptores (receptores especializados na percepção de dor, ou perigo que é capitalizado no cérebro) presentes no tecido cerebral.

Isso nos ajuda a entender porque neurocirurgiões podem operar no tecido cerebral sem causar dor ao paciente e, em alguns casos, podem até performar cirurgias com o paciente acordado.

Porque Temos Dor de Cabeça, Mesmo o Cérebro não Sentindo Dor?

Mesmo o cérebro não possuindo nociceptores, eles existem em certas camadas do tecido que funcionam como um escudo de proteção entre o cérebro e o crânio. Em certas ocasiões, alguns produtos químicos são liberados pelos vasos sanguíneos próximos a esses nociceptores do tecido, podendo ativá-los e consequentemente resultando em dores de cabeça, como enxaquecas.

O aumento do fluxo sanguíneo também pode causar uma enxaqueca, por essa razão as enxaquecas são classificadas como dores de cabeça vasculares. Estas dores clássicas da enxaqueca geralmente são palpitantes e vem acompanhadas de hipersensibilidade à luz, ao som e ao toque.

Tipos de Dores de Cabeça

As dores de cabeça tensionais mais comuns não possuem muitas características em comum com a enxaqueca. Embora os nociceptores sejam ativados nas cefaleias do tipo tensional – parcialmente causada pela contração excessiva dos músculos – outros gatilhos que envolvem a ativação dos nociceptores permanecem desconhecidos.

Uma característica muito importante das cefaleias relacionadas à tensão é que elas aumentam significativamente em situações estressantes, presumivelmente pela sensibilização dos circuitos de dor no cérebro.

Terapia para Dor de Cabeça

Uma dificuldade no desenvolvimento de novas terapias e tratamentos para a dor de cabeça é que não existem modelos animais capazes de auxiliar a distinção dos tipos de dores de cabeça, quando se trata de estudo de novas terapias.

No entanto, cientistas estão esperançosos de que seu crescente conhecimento dos fatores químicos únicos que ativam os nociceptores na cabeça (em comparação com o resto do corpo) levará ao desenvolvimento de novas drogas que são particularmente eficazes para aliviar os sintomas das dores de cabeça mais comuns, bem como enxaqueca.

O foco está na modelagem dos nociceptivos centrais e em como eles funcionam, além da complexidade dos fenômenos sensoriais que causam a enxaqueca, o estudo dessas funcionalidades pode oferecer novas abordagens para o desenvolvimento de novas terapêuticas.

As dores de cabeça primárias em especial possuem certa complexidade, e por isso são necessárias várias abordagens e técnicas a serem empregadas. Por exemplo, recentemente, um modelo para cefalalgias autonômicas do trigêmeo foi testado e teve sucesso, enquanto por outro lado, um modelo satisfatório de cefaleia do tipo tensional não tem dado conclusões precisas.

Além disso, os modelos de enxaqueca ainda não forneceram um quadro mais completo do transtorno, embora tenham se mostrado úteis em muitos aspectos.

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20187862

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Dor de Cabeça

A Cefaleia, conhecida popularmente como dor de cabeça, pode ocorrer de modo isolado, quando apresenta um complexo sintomático agudo (como a enxaqueca), ou provida de doenças em desenvolvimento (como infecções). O diagnóstico é baseado na compreensão da fisiopatologia dessas dores de cabeça, na obtenção de um histórico clínico e na realização de um exame físico e neurológico criterioso, para formular um diagnóstico diferencial.

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