Neurologista - Dr. Willian Rezende

Doença de Parkinson e Sexualidade


A doença de Parkinson tornou-se muito conhecida e ganhou uma visibilidade significativa. No entanto, os portadores da doença apresentam comportamentos sexuais problemáticos que ainda são mal interpretados ou ignorados.

Os problemas sexuais na DP fazem parte de uma síndrome não motora e desempenham um papel relevante na vida dos indivíduos afetados e de seus parceiros.

Doença de Parkinson e Sexualidade – Saiba Mais

A diminuição da função sexual é praticamente inevitável para os portadores. Esse sintoma envolve desde a falta de desejo sexual (baixa libido) até dificuldades com o funcionamento orgástico. Essa doença neurológica crônica e progressiva pode prejudicar a sexualidade de inúmeras formas.

No entanto, os casais que sofrem com a doença de Parkinson podem minimizar os empecilhos de sua vida sexual, se souberem como lidar efetivamente com os problemas que podem surgir.

Causas das Alterações Sexuais na Doença de Parkinson

O Parkinson afeta o sistema nervoso autônomo, que controla a resposta e o funcionamento sexual. A doença atua sobre os neurônios do cérebro, fazendo com que as células nervosas produtoras de dopamina morram.

A princípio, essa queda de dopamina pode resultar em uma diminuição do desejo e interesse sexual. Em seguida, acredita-se que os níveis baixos de dopamina resultam em perda de equilíbrio, mudanças no padrão e na postura do caminhar, lentidão, rigidez muscular, movimentos, atividade espontânea e tremores ao descansar. Os sintomas de Parkinson também incluem:

  • Coordenação sexual prejudicada;
  • Disfunção erétil;
  • Secura vaginal (com pouca ou nenhuma lubrificação);
  • Falta de orgasmo;
  • Hipersexualidade.

Doença de Parkinson e Sexualidade – Depressão e Sexo

A depressão pode afetar até 40% dos pacientes com Parkinson. Isso significa que os distúrbios sexuais podem ocorrer devido à depressão que surge após o diagnóstico de Parkinson, mais do que pela própria doença em si. Os medicamentos antidepressivos que podem ser administrados também podem resultar em disfunção sexual.

Outras questões emocionais nos pacientes de Parkinson que podem resultar em dificuldades sexuais incluem: raiva, estresse, tristeza e fadiga mental. Um indivíduo que luta contra o mal de Parkinson pode ter uma redução da auto-estima, o que pode impactar na sexualidade.

Existem ainda questões relacionadas à imagem corporal, devido a problemas como alterações na textura da pele ou no cheiro do corpo, resultantes do consumo de medicamentos de Parkinson.

Doença de Parkinson e Sexualidade – Problemas no Relacionamento

A dinâmica sexual também é afetada por questões como o modo que cada parceiro lida com o diagnóstico de Parkinson, pois na maioria das vezes este significa demandas diárias e mudanças nos papéis dos parceiros.

Um estudo de 2000 descobriu que o toque afetivo e a expressão de sentimentos são reduzidos, apesar de ambos os parceiros desejarem intimidade. Isso pode ocorrer, em parte, porque alguns casais passam a dormir em camas separadas, uma vez que os sintomas de Parkinson geralmente pioram à noite. Esses arranjos para dormir reduzem a oportunidade de contato sexual espontâneo.

As complicações sexuais e de relacionamento que surgem com o Parkinson podem ser devastadoras, por isso é fundamental que os portadores da doença e seus parceiros busquem orientação e apoio para a redução das consequências sexuais que podem surgir.

Fonte: https://content.iospress.com/articles/journal-of-parkinsons-disease/jpd160926

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.



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