Neurologista - Dr. Willian Rezende

Doença de Parkinson é agravada pelo ritmo cicardiano


A falta crônica de um ciclo de sono regular, assim como um sono-vigília irregular, podem ser fatores de risco para a doença de Parkinson, defende um novo estudo dos pesquisadores da Universidade de Temple.

Num modelo animal, os pesquisadores observaram que os distúrbios do ritmo circadiano, que existem antes do início de Parkinson, pioram dramaticamente os déficits motores e de aprendizagem provocados pela doença.

O novo estudo é o primeiro a demonstrar que um fator ambiental – a exposição diária crônica a longos períodos de luz com uma breve exposição ao escuro, o que altera o ritmo circadiano – pode exacerbar os sintomas da patologia de Parkinson. Os resultados foram publicados na revista Molecular Psychiatry.

Os doentes com doença de Parkinson sofrem frequentemente de distúrbios do sono e distúrbios recorrentes do ritmo circadiano. Mas a forma como esses distúrbios impactavam o desenvolvimento e a progressão da doença de Parkinson ainda não estava clara.

Muitos pensavam que os distúrbios do sono são secundários à doença de Parkinson. Mas as perturbações do ritmo circadiano estão cada vez mais relacionadas ao início da doença de Parkinson, o que sugere que elas podem ser fatores de risco para o Parkinson.

Depois dos 60 anos de idade, a maioria dos casos de doença de Parkinson é idiopático, ou seja, com causa desconhecida. É provável que, nesses casos, a doença surja como um resultado das interações entre os genes e os fatores de risco ambientais.

Estes últimos incluem estresse crônico, distúrbios do sono e distúrbios circadianos, elementos que afetam a função do sistema nervoso central, o que pode contribuir para a patologia que caracteriza a doença de Parkinson.

Para entender por que uma perturbação do ciclo circadiano agrava a doença de Parkinson,  os pesquisadores examinaram os cérebros dos camundongos afetados. Em uma região conhecida como substância negra, eles observaram reduções significativas nos neurônios que produzem dopamina, a perda é uma característica molecular maior da doença de Parkinson.

“A substância negra é o epicentro da doença de Parkinson. Células normalmente morrem nesta região do cérebro, mas o estudo mostra que a perturbação do ritmo circadiano acelera a morte celular nessa região. Os resultados desses estudos podem ter implicações importantes para a prevenção e o tratamento da doença de Parkinson em pessoas com perturbações do sono crônicas”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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