Neurologista - Dr. Willian Rezende

Dificuldade para Dormir: Quando Não é Insônia?


É muito comum que as pessoas confundam a mera dificuldade para dormir com Insônia, ou tenham algo muito parecido com essa condição médica e se auto diagnosticam com Insônia, entretanto, existem outras condições com sintomas equivalentes a Insônia.

O Transtorno de fases do sono (ou Síndrome do atraso das fases do sono)

O transtorno de fases do sono é um distúrbio do sono provocado pelo ritmo circadiano alterado, afetando o período de alerta, de sono, o ritmo da temperatura corporal, o ritmo hormonal e outros ritmos diários.

Pessoas com essa síndrome tem dificuldade para dormir pois seu sono fica atrasado, conseguindo dormir apenas horas depois da meia-noite e vivenciam dificuldade para acordar e mais ainda em ser produtivos. Os adolescentes afetados costumam melhorar quando chegam na fase adulta.

O tratamento dessa síndrome envolve psicoterapia e medicação. O transtorno afeta mais significadamente os adultos, sendo 6 em cada 4000. Essa síndrome é frequentemente confundida com a insônia, mas a diferença é que se a pessoa tiver a oportunidade de dormir quando sentir sono (das quatro da manhã aos meio-dia por exemplo) ela terá uma boa noite de sono, fato que não acontece com a paciente que sofre de insônia.

Contudo, na sociedade atual é muito raro ter uma vida que começa a ‘funcionar’ somente no período da tarde, a maior parcela da população trabalha ou estuda (ou ambos) nos dois primeiros períodos do dia.

A pessoa que possui essa síndrome e não pode dormir quando sente sono, sofre severas consequências por não conseguir ter boas noites de sono. O índice de depressão é extremamente alto para aqueles que não dormem bem, além de afetar a produtividade e os relacionamentos sociais do paciente.

O Transtorno de Adiantamento do Sono

Esse transtorno é muito parecido com o Síndrome do atraso das fases do sono, pois também é causado pela alteração do ritmo circadiano, mas nesse caso, o sono é adiantado, o que significa que o paciente que sofre desse transtorno começa a ficar com sono aproximadamente as cinco ou seis horas da tarde.

Esse transtorno pode ser tratado a partir de um treino de mudança habitual, que faz com que o cérebro se adapte gradativamente. Por exemplo, o paciente que sofre desse transtorno tenta dormir 15 minutos mais tarde, adicionando esse mesmo tempo toda semana. Esse processo deve demorar alguns meses até que se alcance um horário adequado, e o corpo se acostume com o horário alterado.   

O paciente também deverá se utilizar da fototerapia ou terapia luminosa, que inclui acordar com muita luz para que o seu organismo entenda que é realmente hora de acordar. E assim sucessivamente na hora de dormir, onde a luminosidade tem que estar muito baixa para que o corpo compreenda que é hora de entrar em repouso e reduzir a dificuldade para dormir.

O ideal é que a pessoa não tenha contato de nada luminoso na hora de dormir, como celulares ou outros aparelhos eletrônicos incluindo televisão e computador.

É importante frisar que para que esse tratamento funcione, o paciente deve cumprir os horários como obrigação, como uma agenda, pois há a necessidade de ter uma regularidade, e um ritmo do sono. E deve ser comprido todos os dias (de segunda a segunda), sem exclusão dos fim de semana ou exceções.

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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3654533/

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Insônia

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer, em permanecer dormindo (manutenção do sono) ou não conseguir ter um sono reparador. Esta condição é caracterizada com base em sua duração, e pode ser classificada em aguda ou crônica, e em primária ou secundária. A insônia é muito impactante para diversas funções do organismo, e seu tratamento pode incluir componentes comportamentais e psicológicos.



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