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Compreenda a Relação entre Perda Auditiva e Demência

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Memória / Alzheimer

Publicado: 13 de junho de 2023

Perda Auditiva e Demência. À medida que envelhecemos, as conexões entre as células do cérebro são danificadas ou algumas células são perdidas – um processo que tem sido assustadoramente chamado de “atrofia cerebral” ou simplesmente “declínio cognitivo”.

E a perda auditiva tem sido relacionada como um dos vários fatores de risco para comprometimento cognitivo conforme envelhecemos.

Continue a leitura deste artigo e compreenda a relação entre perda auditiva e demência, e como buscar ajuda se você ou um ente querido vem apresentando esse tipo de sintoma.

Perda Auditiva e Demência

Diversos estudos estão encontrando uma associação entre perda auditiva não tratada e diversos tipos de demência. Isso quer dizer que pessoas com perda auditiva são mais propensas a desenvolver distúrbios cognitivos do que aquelas com boa audição.

Uma pessoa com perda auditiva também pode apresentar alguns dos mesmos comportamentos que uma com comprometimento cognitivo. Portanto, não assuma que você ou um ente querido está sofrendo de demência se estiver tendo problemas para entender a fala ou achando cansativo ter conversas simples antes de realizar exames auditivos regulares.

Por outro lado, se tem perda auditiva confirmada, é importante saber que você corre um risco maior de desenvolver demência. Neste caso, usar corretamente seu aparelho auditivo e manter consultas regulares com seu médico neurologista de confiança é muito importante para estabelecer medidas preventivas.

Como a Perda Auditiva Favorece o Risco de Demência?

A perda auditiva pode fazer o cérebro trabalhar mais, forçando-o a se esforçar para ouvir e preencher as lacunas. Isso ocorre às custas de outros sistemas de pensamento e memória.

Outra possibilidade: a perda auditiva faz com que o cérebro envelhecido encolha mais rapidamente. A pesquisa científica vem demonstrando que a perda auditiva pode reduzir algumas partes do cérebro, especialmente aquelas responsáveis ​​pela resposta auditiva.

Os neurônios (células cerebrais) em pessoas com perda auditiva também tornam-se menos ativos quando se concentram em frases complexas.

Uma quarta possibilidade é que a perda auditiva leva as pessoas a se envolverem menos socialmente, o que é extremamente importante para permanecer intelectualmente estimulado. Se você não consegue ouvir muito bem, pode não sair tanto de casa, então, o cérebro fica menos engajado e ativo.

A perda auditiva também tem efeitos de longo prazo na saúde que não estão diretamente relacionados à demência. Uma pessoa que não escuta bem corre mais risco de quedas e de desenvolver depressão.

Como Buscar Ajuda

A perda auditiva torna a vida com doenças como o Alzheimer ainda mais desafiadora.

Se você cuida de alguém com Alzheimer ou uma doença semelhante que afeta a cognição, é sensato investigar quais aparelhos podem funcionar melhor. Um fonoaudiólogo será seu aliado nesta jornada, pois conhecerá os produtos mais recentes que podem funcionar para seu ente querido. Você também poderá discutir as necessidades, os hábitos e as habilidades específicas de seu ente querido com o fonoaudiólogo.

Por exemplo, aparelhos auditivos nem sempre são a melhor solução. A maioria dos aparelhos auditivos são projetados para serem discretos, portanto, podem ser muito pequenos e muito fáceis de perder para um paciente com demência, especialmente, se tiverem problemas de destreza. Os aparelhos auditivos também exigem que uma pessoa (ou seu cuidador) lembre-se de manter as baterias novas e o dispositivo limpo e em boas condições de funcionamento. Em vez disso, os dispositivos de escuta assistida podem funcionar melhor.

Se perceber problemas auditivos em você ou em um ente querido, não demore – o tratamento imediato pode ajudar o paciente a permanecer engajado no mundo e evitar o isolamento social, um problema comum para pessoas com perda auditiva não tratada.

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Memória / Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável e progressiva. A maioria das vítimas são pessoas idosas. A doença apresenta sintomas como perda de funções executivas e cognitivas (como a memória), causada pela morte de células cerebrais. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas existentes, retardando a evolução da doença. Os tratamentos indicados são divididos em farmacológicos e os não-farmacológicos.

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