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Compreenda a Relação de Tremor e Esclerose Múltipla

Categorias: Esclerose Múltipla, NOTÍCIAS




Compreenda a Relação de Tremor e Esclerose Múltipla

Publicado: 03/04/19 | Atualizado: abril 3, 2019

Segundo estimativas, o tremor ocorre como sintoma em cerca de 25 a 60% dos pacientes portadores de esclerose múltipla. Esse sintoma, que pode ser gravemente incapacitante e constrangedor para os pacientes, é difícil de administrar.

Para saber mais sobre o assunto, continue lendo este artigo.

Tremor e Esclerose Múltipla – O que é?

O tremor na esclerose múltipla é um problema mais comum do que pensamos. Um neurologista francês chegou a descrevê-lo como parte dos principais sintomas característicos do diagnóstico da esclerose múltipla, juntamente com o nistagmo (oscilações repetidas e involuntárias rítmicas de um ou ambos os olhos) e a fala arrastada.

O tremor dos membros superiores pode ser muito incapacitante e prejudicar seriamente muitas atividades diárias, além da qualidade de vida. Na prática, o tratamento do tremor nesta condição é muitas vezes frustrante.

Tremor e Esclerose Múltipla – Frequência do Sintoma

Ainda é difícil determinar a prevalência de tremor em populações de estudos da esclerose múltipla. Em um grande estudo de acompanhamento de longo prazo, foram encontrados déficits cerebelares funcionalmente relevantes em um terço de 259 pacientes cotados para o estudo. Em outro estudo, a incapacidade e a dependência de pacientes com EM mostraram correlação com a gravidade da ataxia.

Um outro estudo analisou 100 pacientes selecionados aleatoriamente em uma clínica de esclerose múltipla em Londres, e o resultado foi: 58% dos pacientes sofria de tremores como sintoma da condição.

Os níveis dos tremores também foram analisados sendo que o grau mínimo ocorre em 27% de todos os pacientes, leve em 16% e moderado a grave em 15%. Como os pacientes foram selecionados em uma clínica especializada, a prevalência relativamente alta e a gravidade do tremor podem estar relacionadas ao modo de seleção.

Os tremores foram associados a escleroses múltiplas que causam maior nível de incapacidade, e os pacientes com tremor de qualquer gravidade também tinham maior probabilidade de estar desempregados ou aposentados precocemente, devido à deficiência.

Tremor e Esclerose Múltipla – Subtipos de Tremor

O tremor na esclerose múltipla pode afetar cabeça, pescoço, cordas vocais, tronco e membros, enquanto o envolvimento da língua, mandíbula ou palato ainda não foram relatados como alvo dessa condição em específico.

As duas formas de tremor mais comuns são: tremor postural (mantém uma posição contra a gravidade) e tremor intencional (ocorre durante um movimento direcionado ao alvo, mas os tremores acontecem além da normalidade).

O verdadeiro tremor de repouso (presente em uma parte do corpo que não é voluntariamente ativa e é completamente apoiado contra a gravidade) é incomum em pacientes com esclerose múltipla, e o tremor de Holmes (ou “rubral”) também é muito incomum.

Tremor e Esclerose Múltipla – Tratamento

Usualmente, uma condição é tratada num geral, e não com enfoque em um sintoma. No entanto, alguns medicamentos podem amenizar a ocorrência desse sintoma na esclerose múltipla, como: Isoniazida em altas doses, carbamazepina, propranolol e glutetimida. Porém, esses medicamentos provaram ser formas de alívio dos sintomas, e não de tratamento eficaz contra a condição.

A diminuição na ocorrência dos tremores pode ser obtida por meio de um tratamento à base de talamotomia estereotáxica ou estimulação talâmica. No entanto, os estudos sobre a eficácia desses métodos a longo prazo são insuficientes.

A fisioterapia que trabalha com o resfriamento dos membros pode alcançar uma certa melhora. No entanto, o tratamento desse sintoma continua a ser um desafio significativo, exigindo mais pesquisas básicas e clínicas.

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1915650/

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Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla é a principal doença imunológica do Sistema Nervoso Central. Ela afeta o cérebro e a medula espinhal por meio de lesões inflamatórias que podem ser leves ou intensas, levando à ruptura da fibra neural, responsável pelo impulso nervoso. Isso implica que a esclerose múltipla é uma doença de caráter inflamatório e neurodegenerativo, uma vez que ela afeta e rompe os neurônios.

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