Neurologista - Dr. Willian Rezende

Tratamento da hipertensão é um desafio


A hipertensão, ou pressão arterial elevada, é uma das doenças mais prevalentes na atualidade. Mais de 1 bilhão de pessoas apresentam atualmente pressão arterial acima do nível aceitável.

As autoridades de saúde e os especialistas de todo o mundo concordam que o controle da hipertensão, por quaisquer métodos disponíveis, tem impacto significativo em reduzir as chances de morte precoce por doenças cardiovasculares.

Até agora, as sociedades de cardiologia recomendavam manter a pressão sistólica, a máxima medida, abaixo de 140 mm de mercúrio. Mas um estudo chamado Systolic Blood Pressure Intervention Trial (SPRINT) vem provocando muito alvoroço entre as entidades médicas.

O estudo foi publicado na revista New England Journal of Medicine e pode ter grande impacto no modo de tratar a hipertensão.

O SPRINT é um estudo extenso, realizado em 102 centros nos Estados Unidos, que avaliou 9.361 pacientes, com idade mínima de 50 anos, uma pressão sistólica (pressão máxima) entre 130 e 180 mmHg, e portadores de alto risco cardiovascular, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Os pacientes foram sorteados para dois grupos: um recebeu tratamento convencional, com o objetivo de manter a pressão sistólica menor do que 140 mmHg e o outro grupo denominado de tratamento intensivo, com pressão sistólica forçada abaixo de 120 mmHg.

Após um período médio de três anos, os resultados evidenciaram uma maior proteção e um melhor desfecho no grupo do tratamento intensivo, que apresentou menores taxas de eventos cardiovasculares fatais e não fatais e uma melhor sobrevida, com redução da mortalidade.

“A redução dos eventos cardiovasculares para o grupo de tratamento intensivo foi de 25% em relação ao tratamento convencional. Esses resultados reafirmam a necessidade de combater e controlar os níveis de pressão arterial sistólica, principalmente na população mais idosa. O estudo tem potencial para reduzir significativamente a incidência de doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

 

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