Neurologista - Dr. Willian Rezende

Fisioterapia no Tratamento de Parkinson


A fisioterapia é uma ferramenta comum e importante para o tratamento da doença de Parkinson, embora nem toda fisioterapia consiga trazer 100% dos benefícios para o paciente.

No entanto, qualquer atividade que esteja dentro dos limites físicos do paciente agrega certa quantidade de benefícios. Isso implica que fazer fisioterapia será sempre melhor do que permanecer inativo. Continue lendo este artigo para saber mais sobre a fisioterapia no tratamento do mal de Parkinson.

Fisioterapia no Tratamento de Parkinson – Tratamento Comum

A doença de Parkinson é um transtorno neurodegenerativo complexo, com impactos amplos e sérios para os pacientes e suas famílias. O tratamento da doença de Parkinson é tradicionalmente feito à base de medicamentos.

Mas mesmo com os melhores medicamentos, os pacientes ainda sofrem certa perda da função corporal, incapacidade de realizar certas atividades diárias e declínio na mobilidade.

Esses fatores acabam deixando os pacientes muito vulneráveis e exigem uma ajuda extra, o que resulta no aumento da dependência de outros, inatividade e isolamento social, resultando na redução da qualidade de vida.

Além do risco da vulnerabilidade, o paciente pode sofrer quedas e pode se tornar inseguro nas suas atividades cotidianas, fato que também afeta diretamente no grau de dependência e qualidade de vida. Tonturas também podem se tornar comuns.

A tontura pode gerar quedas e acidentes graves, e mesmo uma queda de uma altura considerada baixa pode trazer complicações, dependendo de fatores como a idade do paciente, a presença de osteoporose, a superfície em que a queda ocorre e a forma que se dá o impacto.

Intuito da Fisioterapia no Tratamento de Parkinson

Em razão disso, a inclusão de terapias de reabilitação como parte do tratamento para o Parkinson tem sido pauta, cujo objetivo é de maximizar a capacidade funcional e minimizar complicações secundárias, utilizando a reabilitação dos movimentos.

A fisioterapia para a doença de Parkinson se concentra na correção da postura, na funcionalidade dos membros superiores, equilíbrio (e prevenção de quedas), caminhadas e capacidade física. A fisioterapia também usa estratégias de movimentos cognitivos e exercícios para manter ou aumentar a independência, a segurança e a qualidade de vida do portador.

Fisioterapia no Tratamento de Parkinson – Saiba Mais

Apesar dos benefícios da fisioterapia associada ao tratamento dos sintomas do mal de Parkinson, as taxas de encaminhamento para fisioterapia têm sido consideravelmente baixas, devido à fraca base de evidências e baixa disponibilidade de serviços de fisioterapia.

Nos últimos anos, os estudos sobre este tema cresceram, especialmente nos hospitais estrangeiros como o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido (NICE) e a Sociedade Real Holandesa de Fisioterapia.

Fisioterapia no Tratamento de Parkinson – O Ideal

Existem muitos ramos na fisioterapia, mas existe um ramo em específico cientificamente comprovado por sua capacidade de evolução na doença de Parkinson. Essa fisioterapia resume-se em atividades motoras progressivas, com desafios físicos que aumentam em intensidade gradativamente.

As fisioterapias que não são especializadas em Parkinson oferecerem benefícios, mas não tantos quanto as fisioterapias especializadas em tratar o desempenho da doença de Parkinson.

Saiba mais assistindo ao vídeo:

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Fonte: https://www.cochrane.org/CD002815/MOVEMENT_physiotherapy-for-the-treatment-of-parkinsons-disease

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.



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