Neurologista - Dr. Willian Rezende

Distúrbios do sono em pacientes com esclerose múltipla


No que pode ser o maior estudo sobre distúrbios de sono entre os indivíduos com esclerose múltipla (EM), pesquisadores da UC Davis descobriram que distúrbios do sono são amplamente não diagnosticados e podem estar na raiz do sintoma mais comum e incapacitante da doença: a fadiga.

Publicado online no Journal of Clinical Sleep Medicine, o estudo foi realizado com mais de 2.300 pessoas, no norte da Califórnia, com esclerose múltipla, e constatou que, em geral, mais de 70% dos participantes selecionados apresentavam distúrbios do sono.

A pesquisa destaca a importância de diagnosticar as causas da fadiga entre os indivíduos com esclerose múltipla e de  como os distúrbios do sono podem afetar o curso da doença, bem como a saúde geral e o bem-estar dos doentes.

A grande maioria dos distúrbios do sono são potencialmente não diagnosticados e tratados. O estudo sugere que pacientes com EM podem ter distúrbios do sono que exigem diagnóstico e tratamento  independente. A fadiga é a marca registrada da esclerose múltipla, uma doença inflamatória que afeta a o sistema nervoso e a medula espinal dos doentes.

Os sintomas incluem a perda de visão, vertigem, fraqueza e dormência. Os pacientes também podem experimentar sintomas psiquiátricos. O início da doença é geralmente entre as idades de 20 e 50 anos.

“A causa da EM é desconhecida, embora se saiba que é uma condição autoimune, não se sabe quais são os gatilhos para iniciar a doença. Distúrbios do sono,  padrões de sono e queixas de sonolência diurna excessiva sugerem que problemas de sono podem ser uma epidemia oculta na população com EM, separada da fadiga causada pela própria esclerose múltipla”, afirma o  neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

 

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