Neurologista - Dr. Willian Rezende

Distonia no Pé – Saiba Mais!


Muitas pessoas relatam que esporadicamente seus dedos do pé se mexem sozinhos e sem razão aparente, sendo que tais movimentos podem variam entre:

  • Elevação do músculo (o dedo se ‘levanta’);
  • Os dedos se abrem;
  • O pé fica em formato de garra;
  • Movimento que impulsiona o pé para dentro.

Esses movimentos involuntários são chamados de distonia, e se caracterizam por uma alteração no tônus (estado de sensibilidade do sistema nervoso, responsável por controlar e influenciar os músculos esqueléticos/ estado regular de elasticidade e resistência de um órgão ou tecido, no caso músculo).

Todo músculo, mesmo que parado, tem um estado mínimo de contração em ambos os lados dele próprio. Isso é chamado de tônus basal. O músculo fica em uma posição de contração involuntariamente, adquirindo uma postura anormal, que geralmente acontece quando a pessoa está com a musculatura ativada (em pé, andando, etc).

A distonia ainda está sendo estudada, visto que existem fatores peculiares sobre ela. Por exemplo, se o paciente que sofre de distonia está andando de costas, os sintomas desaparecem, mas voltam a aparecer quando a pessoa caminha normalmente.

Problemas Causados pela Distonia

A distonia causa sérios problemas pois ela evolui a longo prazo, dificultando a maneira que o paciente se movimenta. Com o passar do tempo, a distonia faz com que o pé mude de formato, causando instabilidade e forçando o paciente a utilizar outros músculos para compensar essa distonia, atrapalhando o ato de caminhar.

Em razão disso, a facilidade de sofrer acidentes cresce absurdamente, visto que essa distonia facilita tropeços, além de causar dores contínuas e contraturas dos músculos que sofrem de distonia.

Ademais, o paciente também pode sofrer para usar calçados fechados, pois os sintomas limitam a movimentação do pé dentro do calçado ainda mais.

No pior dos casos, o paciente também acaba tendo problemas funcionais, cessando parcialmente ou totalmente o movimento das pernas, e necessitando de uma bengala ou até mesmo cadeira de rodas nos casos mais graves.

As principais Causas da Distonia no Pé – Distonia Idiopática

A principal causa da distonia no pé é a distonia idiopática. Não há uma causa exata ou aparente para esse tipo de distonia, normalmente ela é de origem genética, mas pode ser associada com doenças secundárias.

As Doenças Secundárias – Distonia no Pé

Tipicamente, as distonias pode ser associadas a doenças secundárias, como:

  • Doença de Parkinson: Especialmente quando os sintomas começam antes dos 50 anos de idade. O pé desses pacientes apresenta um fenômeno distônico, que se inicia antes mesmo do restante dos sintomas parkinsonianos.
  • Distonia Dopa Responsiva: é uma doença distônica que, se tratada com doses baixíssimas de dopamina, já apresenta melhora significativa.
  • Doença de Wilson;
  • AVC.

Causas Psicogênicas  – Distonia do Pé

As causas psicogênicas da distonia no pé ocorrem quando a pessoa não tem doenças neurológicas e apresenta padrões muito incomuns de contraturas fixas, juntamente de outros fatores do quadro psíquico.

Distonia do Pé – O Diagnóstico e o Tratamento

O Diagnóstico da Distonia do pé é muito desafiador, pois a distonia possui componente clínicos e fisiológicos que necessitam de exames de imagens, além de teste laboratoriais para alcançar o diagnóstico correto.

O tratamento mais eficaz para a distonia do pé é feito com a aplicação da toxina botulínica nos músculos que estão contraindo involuntariamente.

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Fonte: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1353802005001446

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