Neurologista - Dr. Willian Rezende

Como é Feito o Diagnóstico de TDAH?


O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença muito discutida popularmente,  no Brasil existe uma subdiagnotificação dessa patologia prevalente onde de 7% a 10% das crianças portam o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Como o TDAH funciona

Essa doença também afeta os adultos, pois as crianças que sofrem do transtorno de déficit de atenção hiperatividade continuam carregando-a por toda a vida, isso acontece porque a doença é de ordem genética-biológica. Esse fato foi comprovado por inúmeros estudos populacionais realizados por meio de ressonância funcional e da volumetria populacional de córtex, além de várias outras tecnologias que existem para a genética do TDAH.

O diagnóstico clínico da doença é difícil de ser alcançado, pois nem toda criança que é levada à clínica ou que desenvolve o aprendizado lentamente possui o TDAH, não tem a ver com inteligência, existem variações dos padrões de TDAH, e sim, há pacientes que realmente aprendem lentamente, mas também a outros que aprendem no mesmo ritmo das crianças que não tem.

As Variações do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

  • Existem crianças e adultos com TDAH que desenvolvem o aprendizado de forma mais rápida e eficiente do que os que não tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
  • A forma de transtorno de déficit atenção que a pessoa que é mais desatenta tem mais dificuldade em realizar tarefas chatas, repetitivas e monótonas continuamente e se distraem facilmente
  • Pessoas com TDAH que são muito hiperativas,  totalmente ativas e que não conseguem permanecer quietas e paradas por muito tempo, o cérebro necessita de atividade.
  • E por último: a forma mista, pessoas com TDAH que são hiperativas e também possuem déficit de atenção.

 

A dificuldade do cotidiano das pessoas que portam TDAH

Mas a realidade do diagnóstico é frequentemente questionada, porque muitas pessoas acreditam que o TDAH é um diagnóstico social, mas para os neurologistas (que possuem evidências científicas, biológicas e genéticas), o TDAH é sim uma doença neurológica, em que o paciente nasce com ela, mas o portador se desenvolve no meio lógico, se adaptando ao meio e criando recursos para controlar a situação.

A maioria das pessoas portadoras do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade não consegue executar as mesmas tarefas que a maioria das pessoas e atualmente a produtividade é cobrada constantemente, e isso faz com as pessoas que sofrem a doença passem por pressões sociais diariamente.

Esse fator acaba auxiliando o descobrimento da doença, pois se a sociedade cobra tal exemplo de comportamento, aqueles que não os apresentam são avaliados criticamente. Se a pessoa corresponder aos sintomas de TDAH os pais podem se perguntam se medicar é a solução correta a se tomar.

Se o diagnóstico indicar medicamento, não há motivos para se preocupar, pois existem grandes evidências que os medicamentos para o TDAH que os medicamentos receitam ajudam no desenvolvimento do portador. Entretanto, é importante lembrar que segundas opiniões podem fazer a diferença em um diagnóstico.

Os exames feitos no diagnóstico de TDAH

Hoje em dia, os pais e até mesmo os médicos ocasionalmente sentem que os exames pedidos para realizar o diagnóstico não são suficientes. O protocolo geralmente é visitar o psiquiatra-neurologista que fará uma avaliação médica e neuropsicológica completa que será auxiliada, além da avaliação dos pais, a avaliação psicologia e ao histórico do paciente.

Mas por causa desse ‘sentimento’ de ‘falta’, a medicina formulou um teste em uma forma de eletroencefalograma que registra  atividade cerebral a partir de minutos e tem uma forma diferenciada de analisar quantitativamente as ondas certas e deltas para resultar numa análise clínica com maior apuração e alta probabilidade de diagnóstico confirmado.

Saiba mais assistindo ao vídeo:

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4356845/

 

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