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Principais Disfunções Urinárias em Síndromes Parkinsonianas

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Doença de Parkinson

Publicado: 2 de junho de 2026

Disfunções Urinárias em Síndromes Parkinsonianas são comuns, consideradas um dos motivos para queda da qualidade de vida e tendem a contar com diferentes apresentações, como as que estão detalhadas neste artigo.

Disfunções Urinárias em Síndromes Parkinsonianas

Primeiramente, as disfunções urinárias costumam ter apresentações variadas, sendo identificadas de acordo com o tipo de síndrome parkinsoniana, por isso, estão classificadas conforme cada condição médica.

Disfunções Urinárias na Doença de Parkinson

Apesar de o foco ser a DP, as disfunções deste grupo também são comumente observadas em pessoas com Corpos de Lewy, como as que apresentam relação com o músculo da bexiga ficar hiperativado.

Um deles é a maior sensibilidade da bexiga, em que o reflexo miccional desses pacientes inicia-se com um volume menor (abaixo dos 300 ml), ou seja, têm uma sensação de que a bexiga está cheia frequentemente, por volta de 150 ml de urina.

Assim como pode ser identificada maior frequência de ativação do músculo da bexiga, que acaba contraindo e ativando-o, dando vontade de esvaziá-la muitas vezes ao longo do dia.

Outra disfunção urinária na Doença de Parkinson é a maior intensidade da ativação do músculo da bexiga, em que a força usada para a contração do músculo da bexiga impacta na urgência em urinar, permitindo aguardar um momento ou esvaziar imediatamente, com possibilidade de nem chegar ao banheiro em tempo.

Sem contar que igualmente pode acontecer uma piora do controle neurológico do esfíncter do músculo da bexiga, em que um músculo impede erroneamente a saída da bexiga para a uretra.

O músculo relaxar indevidamente também é outra disfunção urinária, fazendo com que aconteça perda urinária de pequeno ou grande volume, assim como a noctúria é outra possibilidade, considerada a mais comum das pessoas com DP, em que acabam acordando acima de três vezes durante a noite pela vontade de micção.

Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS)

A AMS é outra síndrome parkinsoniana que costuma apresentar disfunções urinárias, manifestando-se por meio de sintomas de disautonomia, descontrole urinário, do intestino, da pressão e sudorese.

E neste caso, o padrão de funcionamento da bexiga é caracterizado pelo músculo detrusor hipoativo, ou seja, a pessoa apresenta perda da força de contração necessária para gerar seu esvaziamento.

Micção por Transbordamento

Outra disfunção urinária na síndrome parkinsoniana é a micção por transbordamento, em que o processo de micção inicia-se sem a pessoa perceber, uma vez que não apresenta a percepção de plenitude vesical, de que a bexiga está enchendo, nem tem força de contratura, resultando no início do esvaziamento ao menor sinal de estímulo por pressão intra-abdominal (espirrar, levantar, tossir ou mexer, por exemplo).

Logo, nesses casos, há perda de sensibilidade para indicar que a bexiga está cheia e de força da contratura do músculo para esvaziá-la, impedindo que aconteça por completo.

Papel do Médico Especialista em Neurologia

Nas consultas, quando o paciente com síndrome parkinsoniana ou cuidador apresenta queixas sobre possíveis disfunções urinárias, o médico especialista em Neurologia de sua confiança consegue analisar os relatos e solicitar exames do estudo urodinâmico e/ou de ultrassom de vias urinárias (antes e depois da micção) para confirmar o diagnóstico.

A partir dos resultados, identifica o tipo de disfunção urinária em cada caso para tomar as melhores medidas terapêuticas necessárias, seja para uma bexiga hipoativa e de baixa sensibilidade, hiperativa e de sensibilidade aumentada.

Então, ao menor indício de Disfunções Urinárias em Síndromes Parkinsonianas, busque o médico especialista em Neurologia de sua confiança para que consiga alcançar melhor qualidade de vida e bem-estar diante do seu quadro médico.

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.

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