Neurologista - Dr. Willian Rezende

Polineuropatia – O Que é Polineuropatia?


O Que é Polineuropatia?

A palavra polineuropatia tem origem no grego “poli” (vários), “neuro” (neurônios) e “patia” (doença), termo que pode ser entendido como a doença de vários neurônios.

Esta doença é, por definição, uma condição na qual os neurônios estão difusamente danificados: a pessoa tem múltiplos nervos da mão ou do pé comprometidos, tantos que sequer há a possibilidade de nomear cada nervo acometido.

Diferença entre Polineuropatia, Mononeuropatia e Radiculopatia

Esta é a principal diferença para-com a mononeuropatia, visto que nesta um único feixe ou nervo está danificado (como ocorre na condição conhecida como síndrome do túnel do carpo, onde apenas o nervo mediano é danificado).

A polineuropatia também contrapõe-se a uma radiculopatia, que é quando a raiz de um ou mais nervos encontra-se comprometida.

Características da Polineuropatia

O dano realizado nestes neurônios pode ser de vários tipos. O dano axonal ocorre da seguinte forma: a estrutura dos neurônios apresenta um corpo celular e o axônio, que é o prolongamento dessa célula nervosa.

O axônio é responsável pelo transporte de informações do cérebro para o corpo. Os danos podem acometer o axônio, a capa que envolve o axônio (que é a bainha de mielina) ou o corpo axonal que afeta o nervo.

A polineuropatia é tipicamente simétrica, sendo que a mais comum é a que começa acometendo ambos os pés, de modo que vai subindo  da ponta dos pés até o calcanhar, e depois perna acima. Pode ocorrer do mesmo modo nas mãos, acometendo inicialmente a ponta dos dedos e subindo até alcançar a mão inteira e o braço.

A polineuropatia transita de distal para proximal, e habitualmente ocorre de maneira simétrica, o que significa que evolui de maneira igual em ambos os pés ou mãos. Esta condição costuma ser progressiva, se não identificada a sua origem. Dependendo da causa, é possível reverter a polineuropatia.

Sintomas da Polineuropatia

Os neurônios têm diversas funções: eles são responsáveis por levar a sensibilidade do corpo para o cérebro, levar o comando de controle dos músculos, levar o comando para que as glândulas realizem suas funções, etc. A polineuropatia pode provocar vários sintomas, dependendo de sua gravidade.

Uma polineuropatia leve pode apresentar sintomas como um suave formigamento na ponta dos dedos da mão ou na ponta dos pés, nos dias de muito frio, ou só quando a pessoa anda muito.

A polineuropatia sensitiva é a que apresenta a perda da sensibilidade e de tato na ponta dos dedos ou dos pés ou das mãos, além de sintomas como formigamento, dor, choque e queimação, nessa mesma região. A doença pode evoluir de polineuropatia sensitiva ou dolorosa para uma polineuropatia com atrofia muscular. Neste caso, a pessoa perde o músculo entre os dedos e a região localizada entre os ossos fica mais “fina”, devido à atrofia dos músculos que se encontram ali.

Outros sintoma é que a pele de uma pessoa que tem uma polineuropatia é uma pele desvitalizada, que não tem praticamente nenhum pêlo, tem uma coloração muito pálida, pouca elasticidade, e aparenta ser uma pele mais frágil, que não tem muita vida, porque o tônus neurológico dos neurônios sobre a pele é essencial para a manutenção do estado de normalidade da pele.

Causas da Polineuropatia

A polineuropatia pode ter várias causas diferentes. Cada tipo de agressão sistêmica causa um tipo diferente de polineuropatia, sendo que a mais comum é a polineuropatia diabética, visto que o pico de glicose mata os pequenos vasos que irrigam os pequenos neurônios. Se os pequenos vasos que irrigam os pequenos neurônios ficam obstruídos, os pequenos neurônios morrem e a pessoa adquire a doença.

Há outras causas possíveis para esta condição, como a polineuropatia alcoólica. Esta, por sua vez, ocorre porque o álcool também causa danos nos terminais nervosos. Além destes, pode ser uma polineuropatia por deficiência de vitaminas como a vitamina B1 (que é a de amina), B12 (que é a cianocobalamina), B6, ou várias outras vitaminas. Pode ser causada também por insuficiência renal crônica, pois a pessoa que tem esta doença (principalmente o paciente dialítico) tem mais polineuropatia.

O uso de determinados tipos de medicamento por tempo prolongado, como os quimioterápicos, medicamentos para HIV, medicamentos para tuberculose, ou até mesmo se a pessoa tem alguma outra química ou substância específica no corpo, podem causar a doença.

A polineuropatia pode ser ocasionada também por doenças autoimunes, sendo que ultimamente a polineuropatia da doença de Guillain-Barré ficou muito conhecida (normalmente ocorre através de uma infecção intestinal, pela bactéria do Campylobacter jejuni).

As arboviroses (vírus como o da dengue, zika ou chikungunya) também causam doenças autoimunes que podem originar uma polineuropatia aguda, como a síndrome de Guillain-Barré.

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Referência: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5832891/

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