Neurologista - Dr. Willian Rezende

O que é Esclerose e Quais Seus Tipos?


O termo Esclerose costuma causar muita confusão nas pessoas que ouvem falar sobre, mas a definição do termo é “tecido duro”. Essa tradução foi realizada por causa de estudos em cadáveres que tinham alguma variações de esclerose e alguns de seus tecidos estavam duros, fato que não deveria ter acontecido.

Pode ser associada a demência, mas isso não é um fato obrigatório, nem toda esclerose significa demência, assim como nem toda demência significa esclerose. Além disso, a mesma possui inúmeras variações, algumas delas são:

  • Tuberosa: caracterizada pelo surgimento de tumores benignos em partes variadas do corpo, como cérebro, rins, pele e coração, esse tipo causa sintomas relacionados com o local de surgimento do tumor, como manchas na pele, lesões no rosto, arritmia, palpitações, epilepsia, hiperatividade, esquizofrenia e tosse persistente. Os sintomas podem aparecer ainda na infância e o diagnóstico pode ser feito por meio de exames genéticos e de imagem
  • Sistêmica: também conhecida como esclerodermia, é uma doença auto-imune que endurece a pele, as articulações, os vasos sanguíneos e alguns órgãos. O os sintomas mais característicos são dormência nos dedos das mãos e dos pés, o que dificulta a respiração e causa dor intensa nas articulações.
  • Lateral Amiotrófica: esse tipo causa a destruição dos neurônios responsáveis pelo movimento dos músculos voluntários, podendo levar à paralisia progressiva do braços, pernas ou do rosto.
  • Múltipla: A esclerose múltipla é uma doença neurológica, que ocorre pela perda da bainha de mielina dos neurônios, levando ao surgimento de sintomas de forma repentina ou progressiva, como fraqueza das pernas e dos braços, incontinência urinária ou fecal, cansaço extremo, perda da memória e dificuldade de concentração.

Estima-se que 2,3 milhões de pessoas vivam com esclerose múltipla em todo o mundo. Aproximadamente metade de todos os indivíduos com a doença vão apresentar mudanças na cognição, como dificuldades de concentração, atenção, memória e julgamento. A base subjacente do cérebro responsável por esses efeitos deletérios da doença não tinha sido identificada ainda. “Novas descobertas, publicadas no jornal científico Neuropsychology, revelam que uma diminuição da conectividade entre regiões específicas da rede cerebral é a responsável pelas várias alterações cognitivas associadas com a esclerose múltipla”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Sintomas da esclerose múltipla

Listamos, a seguir, outros sintomas mais comuns:

  • Alterações sensitivas: em 40% dos casos, elas representam o primeiro sintoma da doença. Podem aparecer em forma de dormência em lugares do corpo, distúrbios de sensibilidade – como dormências, formigamentos, queimação ou choque;
  • Alterações visuais: a perda de visão por determinado período de tempo acomete ao menos 13% dos pacientes com esclerose múltipla. Há também a possibilidade de diplopia, popularmente conhecida como visão dupla ou mesmo visão turva. O paciente também pode apresentar motilidade ocular, com desalinhamento dos olhos, e até movimentos involuntários;
  • Síndrome labiríntica: tonturas e vertigens também são comuns em pacientes com esclerose múltipla. Nesse caso, a labirintite e as vertigens não são desencadeadas pelo labirinto, que é uma estrutura do ouvido, mas pela inflamação no cérebro causada pela esclerose múltipla;
  • Fraqueza e fadiga: fadiga é uma reclamação de 80% dos pacientes com esclerose múltipla. A fadiga pode interferir de forma significativa nas habilidades funcionais do paciente com esclerose múltipla, seja em casa e/ou no trabalho. Em geral, os pacientes se sentem cansados e fatigados, muito além do habitual;
  • Outros sintomas: o paciente também pode apresentar dificuldade para engolir ou falar, apresentar paralisia parcial da face ou mesmo ter disfunção erétil.

Saiba mais sobre assistindo ao vídeo:

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Sclerosis_(medicine)

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