Neurologista - Dr. Willian Rezende

Como Tratar o Intestino Preso na Doença de Parkinson?


O intestino preso (ou constipação) é um problema importante, que afeta muito os portadores do mal de Parkinson: cerca de 70% dos pacientes de Parkinson sofrem com isso.

O intestino preso é um dos sintomas mais comuns e característicos da doença de Parkinson, e define-se por movimentos intestinais que se tornam mais difíceis ou menos frequentes, ou seja, existe dificuldade (intensa ou não) de defecar.

O período normal de tempo entre os movimentos intestinais varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas evacuam três vezes ao dia, enquanto outros apenas uma a duas vezes por semana.

Ultrapassar mais de três dias sem evacuar faz com que as fezes passem por um processo de endurecimento, dificultando a passagem e tornando a experiência até mesmo dolorosa.

O que Causa Intestino Preso na Doença de Parkinson?

O intestino preso, quando ocorre nas pessoas com doença de Parkinson, se deve ao mau funcionamento do sistema nervoso autônomo. Este é responsável por regular a atividade muscular lisa. Se este sistema não estiver funcionando da maneira regular, o trato intestinal pode passar a funcionar de maneira lenta, causando constipação.

Além disso, alguns medicamentos utilizados ​​no tratamento da doença (como Artane e Cogentin) podem também ser os causadores da condição. Ademais, outras causas de constipação incluem:

  • Não beber água suficiente;
  • Alimentação pobre em fibras;
  • Falta de exercícios físicos;
  • Viajar ou realizar alguma mudança na rotina;
  • Comer grandes quantidades de produtos lácteos;
  • Estresse;
  • Resistir ao desejo de ceder ao movimento intestinal;
  • Medicamentos antiácidos contendo cálcio ou alumínio;
  • Outros medicamentos (especialmente medicamentos para dores fortes, como opioides, antidepressivos e comprimidos de ferro);
  • Problemas médicos, como síndrome do intestino irritável (SII), diabetes e câncer colorretal (raramente);
  • Gravidez.

Como Evitar o Intestino Preso na Doença de Parkinson?

Existem algumas alternativas naturais para tentar solucionar o intestino preso. Além disso, alguns alimentos devem ser evitados.

  • Se alimente a partir de uma dieta saudável e bem equilibrada, à base de fibras

Frutas, legumes, pão integral e cereais são ótimos exemplos de fontes de fibras. A maior parte da fibra das frutas é encontrada na pele, por isso evite comer frutos e frutas sem casca, para não desperdiçar as vitaminas e fibras.

Além disso, as frutas com sementes comestíveis, como morangos, possuem níveis ainda  mais elevado de fibras.

  • Ingerir cereais

Comer cereais pode fazer toda a diferença no processo do intestino preso. O farelo de cereais como o de aveia (por ser popular, é facilmente encontrado em lojas de produtos naturais) pode ser adicionado a outros alimentos, como sopas, mingaus, etc.

  • Beba 1½ a 2 litros de água por dia

Beber água ou outros fluidos regularmente todos os dias ajuda a funções dos órgãos, e consequentemente, melhora o intestino preso.

  • Exercite-se regularmente

A realização de exercícios físicos pode ajudar na constipação, pois diminui o tempo decorrido para alimentar o intestino grosso. Isso limita a quantidade de água que seu corpo absorve das fezes, o que é bom, pois fezes endurecidas e secas são mais difíceis de passar. Além disso, o exercício aeróbico acelera a respiração e a frequência cardíaca, estimulando as contratações naturais dos músculos do intestino.

Também é importante saber que o leite pode causar constipação em algumas pessoas. Os líquidos que contêm cafeína, como café e refrigerantes, parecem ter um efeito desidratante, e evitá-los pode ajudar na recuperação as atividades normais do seu intestino.

Assista o vídeo para saber mais:

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5856748/

Como Tratar o Intestino Preso na Doença de Parkinson?
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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.



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