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Hiperacusia: Entenda a Hipersensibilidade Auditiva!

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Neurologia Geral

Publicado: 20 de dezembro de 2022 | Atualizado: 20 de dezembro de 2022

Você sofre com a sensação de que todo barulho incomoda? Pode ser que você tenha hiperacusia! Essa condição pode ter diversas causas, entre elas algumas doenças neurológicas como ansiedade, enxaqueca e esclerose múltipla.

É importante prestar muita atenção nesse sintoma, pois, muitas vezes, pode acarretar em algo maior do que uma simples intolerância a certas frequências. Para fazer o tratamento correto da hiperacusia, é necessário identificar a causa dela.

Por exemplo, se provém da ansiedade, da enxaqueca, da esclerose múltipla ou de outra doença. Se você quer saber mais sobre porque os barulhos te incomodam (ou a alguém com quem você convive) e entender mais sobre Hiperacusia, continue lendo este artigo.

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Em que Consiste a Hiperacusia

No nosso dia a dia, temos que lidar com muitos barulhos de diferentes intensidades, desde ruídos da natureza até barulhos altos de construção ou outros. Quando qualquer tipo de barulho incomoda, isso acaba se tornando um grande problema, pois é impossível bloquear todos os barulhos.

Não conseguir lidar com qualquer um desses sons se torna uma grande dificuldade, pois a pessoa fica extremamente irritada o tempo todo, podendo até ficar depressiva, desconcentrada e com dificuldade de realizar as tarefas do cotidiano.

A hiperacusia atinge cerca de 5% a 10% da população e, usualmente, está associada ao tinnitus. Esse caracteriza-se por zumbidos no ouvido que ocorrem no dia a dia, isso pode ser um sintoma grave e, em algumas situações, doloroso e incapacitante.

Principais Causas

A condição pode ser causada por uma série de fatores. O mais comum está relacionado aos danos à cóclea decorrentes da exposição a ruídos intensos, como em determinados ambientes de trabalho, shows de rock, tiroteio, acionamento de air bags em carros e fogos de artifício.

Veja, a seguir, as causas mais frequentes de hiperacusia:

Trauma Acústico

Existem vários graus de hiperacusia e o principal entre eles é o trauma acústico. Nessa situação, se o paciente ouvir um barulho com um volume muito alto, repetidamente e em uma frequência específica, ele pode chegar até mesmo a perder a audição.

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Síndromes Ansiosas

A pessoa que sofre do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) pode desenvolver uma hiperacusia, na qual todo e qualquer barulho irrita essa pessoa. Isso ocorre porque, devido à ansiedade, ela já é uma pessoa que está à flor da pele.

Enxaqueca

Pessoas que sofrem com enxaquecas ficam muito sensíveis à luminosidade, aos barulhos e outros. Alguns pacientes que sofrem com enxaqueca não sentem tanta dor, mas experienciam fenômenos de pródromos de enxaqueca e, nesse caso, a pessoa fica ainda mais sensível aos barulhos.

Espectro Autista

Nessa situação, acontecem muitos erros de diagnóstico, pois é muito comum que tais sintomas passem batidos para pessoas que vivem com autismo, já que a sociedade imagina que pessoas autistas são funcionais, que lidam com conversas e possuem uma vida normal.

De certo modo, isso é verdade. No entanto, existe um certo grau de introspecção, interatividade menor, e, por isso, há a possibilidade de se desenvolver hiperacusia.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Caso a pessoa tenha passado por uma experiência traumática com barulhos em alguma parte da vida (por exemplo, trabalho com ruídos repetitivos e falta de proteção correta associada a uma situação emocional – depressão, ansiedade, etc), a hiperacusia pode se manifestar.

Nesses casos, o barulho pode causar choque, crise de pânico, entre outros. Essa condição é comum para veteranos de guerra.

Traumatismo Craniano

Pacientes que sofreram algum tipo de traumatismo craniano podem ter lesões nos nervos do cérebro, de maneira que a hiperacusia se desenvolva.

Tratamento

Sabemos que quando uma pessoa desenvolve sensibilidade a sons normais, isso pode afetar muitos aspectos da vida diária. É por isso que tratamos a condição com uma combinação de aconselhamento comportamental e terapia acústica.

O aconselhamento ajuda os pacientes a controlar as ansiedades e os medos que geralmente acompanham a hiperacusia, enquanto a terapia acústica pode diminuir a sensibilidade dos pacientes aos sons. A exposição a sons suaves e constantes pode dessensibilizar os nervos auditivos e as partes afetadas do cérebro ao longo do tempo, permitindo que os pacientes tolerem sons ambientais normais novamente.

Assista ao vídeo e saiba mais:

Mais Informações sobre este assunto na Internet:

Artigo Publicado em: 26 de janeiro de 2019 e Atualizado em: 20 de dezembro de 2022

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