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Estimulação Magnética Transcraniana para Tratamento do Parkinson

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Doença de Parkinson

Publicado: 24 de fevereiro de 2026

Estimulação Magnética Transcraniana para Tratamento do Parkinson trata-se de técnicas desenvolvidas como opção terapêutica para os pacientes que ainda apresentam sintomas de lentidão, rigidez, tremores, entre outros refratários aos medicamentos, uma vez que influencia a atividade dos neurônios cerebrais, excitando ou inibindo-os.

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) como Tratamento para Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma condição de progressão longa que, a princípio, pode ser bem tratada com medicamentos. Mas, com o passar do tempo, a tendência é o paciente necessitar de mais doses e começar a apresentar mais dificuldades motoras ou complicações medicamentosas, dependendo de doses elevadas ou tendo efeitos colaterais.

Como alternativa, os médicos especialistas em Neurologia tendem a indicar tratamentos não medicamentosos, tais como, Fisioterapia, atividade física regular, acupuntura e DBS (cirurgia de estimulação cerebral profunda), sendo necessária uma análise aprofundada neste último caso por não ser indicada para qualquer paciente com Parkinson.

O que é Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)?

A EMT é uma técnica capaz de influenciar a atividade elétrica dos neurônios no cérebro, excitando ou inibindo-os, uma vez que geram o processamento de dados responsável por controlar o corpo e as vivências psíquicas e mentais apresentadas, em que cada uma conta com um compartilhamento no processador biológico.

E é por meio da estimulação magnética transcraniana que conseguimos modular a atividade dos neurônios, ao usarmos campos magnéticos que geram potenciais elétricos em determinadas áreas cerebrais, representando uma atividade elétrica excitatória ou inibitória.

No primeiro caso, colocamos a bobina em uma região correspondente às características desejadas e aplicamos as ondas magnéticas em uma frequência suficiente para estimular os neurônios.

Caso contrário, a posicionamos sobre a área desejada, produzimos os campos magnéticos em forma de pulsos, na frequência ideal, para inibir determinada atividade neuronal.

Forma de Realizar a EMT

Os resultados de eficácia da estimulação magnética transcraniana para tratamento do Parkinson tem como base estudos realizados ao longo do tempo. Por exemplo, técnicas apontam resultados benéficos na área motora bilateralmente (área pré-frontal bilateralmente ou área motora de um lado e pré-frontal do mesmo lado).

Cientes disso, na primeira sessão, localizamos os pontos cranianos, por meio de medições e cálculos, marcamos na touca, para agilizar as futuras sessões, onde são a região M1, da área motora e C3, área dorso frontal lateral esquerda.

Assim, iniciamos os testes de controle da mão para descobrir o limiar motor, ou seja, identificamos qual é o menor estímulo necessário para ativar as células motoras de cada paciente.

Sem contar que é válido saber que após a estimulação ou durante seus intervalos são realizados exercícios de Fisioterapia Neurológica especializada em Parkinson para treinamento de agilidade, equilíbrio, movimentos complexos e o que mais necessitar, que são considerados importantes para alcançar os resultados esperados.

Resultados Esperados da EMT para Tratamento de Parkinson

Uma vez iniciado o tratamento de Parkinson com EMT, esperamos resultados superiores aos de uma Fisioterapia tradicional, porque é uma abordagem terapêutica capaz de potencializar o nível de melhora de equilíbrio, marcha, ação de agachar / levantar, tremores e uso das mãos, por exemplo.

Ainda precisamos alertar que, apesar de essa opção de tratamento ter uma boa duração, com meses de efeito, por se tratar de uma condição neurológica progressiva, nada impede que a doença progrida, fazendo com que o paciente reinicie as sessões futuramente.

Embora a estimulação magnética transcraniana para tratamento do Parkinson ainda não tenha aprovação pelo FDA, que é o órgão regulador norte-americano para liberação de uso terapêutico, temos evidências de sua eficácia. Desta forma, pode ser realizada, mas os convênios nem o SUS são obrigados a pagar pelo procedimento.

Logo, trata-se de uma opção válida para pacientes com Parkinson, especialmente aqueles com complicações motoras ou medicamentosas, que não têm indicação para DBS ou recebem a orientação e escolhem não se submeter a um procedimento cirúrgico.

Então, é fundamental buscar profissionais especializados para receber o melhor atendimento possível, investindo em uma abordagem terapêutica que realmente funcione para o seu caso, podendo envolver ou não a Estimulação Magnética Transcraniana para Tratamento do Parkinson.

Mais informações sobre este assunto na Internet:
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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.

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