Neurologista - Dr. Willian Rezende

Sinvastatina pode ser um potencial tratamento para o Parkinson


Um ensaio clínico utilizando um medicamento para redução do colesterol, sinvastatina, em pessoas que vivem com Parkinson, está em andamento em 21 centros de pesquisa do Reino Unido, com a esperança de que possa se tornar um tratamento eficaz para tratar a doença de Parkinson. Liderado pela Universidade de Plymouth, o estudo duplo-cego controlado por placebo envolverá 198 pessoas com Parkinson.

Os pesquisadores estão à procura de pessoas que vivem com Parkinson e que ainda não tomam estatinas. O estudo integra os ensaios clínicos que vêm sendo realizados pelo The Cure Parkinson’s Trust’s Linked Clinical Trials Programme que está agora em seu quarto ano.

A cada ano, uma comissão internacional composta pelos mais respeitados especialistas em Parkinson do mundo inteiro analisa uma série de compostos com potencial para retardar, parar ou reverter o Parkinson, que podem ser estudados por meio de ensaios clínicos.

Estes compostos já contam com registros de segurança em pessoas e um grande número deles já é utilizado para tratar outras condições. Este grupo de pesquisa já utilizou medicamentos empregados no tratamento do diabetes e no tratamento para a disfunção mitocondrial, entre outros, para avançar em ensaios sobre Parkinson.

“Os resultados de um estudo recente sobre esclerose múltipla que utilizou a sinvastatina e um trabalho pré-clínico que investigou o efeito da droga sobre a agregação da alfa-sinucleína (que é um comum característica da doença de Parkinson) indicam que ela pode ser um tratamento eficaz para retardar a progressão da doença de Parkinson”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.



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4 respostas para “Sinvastatina pode ser um potencial tratamento para o Parkinson”

  1. Sheila Lobo disse:

    Há vinte anos atrás, um cientista brasileiro, chegou a essa mesma conclusão, mas foi ignorado pela sociedade cientifica da época.

    “Não valorizamos nossos talentos”

  2. Silvastatina tem muitas reações adversas, passei muito mal c o uso dela. Muitas dores, de cabeça, muscular, câimbras. Dei uma pesquisada nas pessoas do meu convívio que faziam ou fizeram uso dela, todas acabaram descontinuando o uso por esses efeitos colaterais.

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