Neurologista - Dr. Willian Rezende

Deficiência após um AVC


Depois de sofrer um acidente vascular cerebral, cerca de três quartos dos pacientes apresentam algum tipo de deficiência. A extensão dos sintomas do paciente depende do grau e da localização do dano no tecido cerebral, após o acidente vascular cerebral.

Em março desse ano, os pesquisadores  revelaram que utilizar uma molécula pequena, adaptada para desligar a produção de um neuromodulador chave no cérebro, é possível reduzir drasticamente o dano cerebral do acidente vascular cerebral em ratos.

O neuromodulador em questão  é o gás sulfeto de hidrogênio (H2S). A sua produção é cuidadosamente controlada no cérebro. Depois de um acidente vascular cerebral, níveis de H2S parecem ser elevados, levando a danos no tecido cerebral, mas os detalhes de como isso acontece ainda eram pouco conhecidos.

Os pesquisadores projetaram  uma maneira rápida para sintetizar moléculas que inibiriam a produção de H2S. Eles demonstraram in vitro que estes compostos bloqueiam uma enzima chamada CBS de produzir o H2S, imitando um dos seus outros produtos.

Quando o novo composto foi injetado uma hora após a simulação de um acidente vascular cerebral, os autores observaram uma redução de cerca de 70% na gravidade dos danos observados num acidente vascular cerebral. Os resultados foram ainda mais impressionantes no pré-tratamento.

“Os autores concluem que o uso dessas moléculas  ajudará os pesquisadores a dissecar o mecanismo subjacente à lesão neuronal e servirá como um importante ponto de partida para o desenvolvimento de compostos e drogas que agem de forma semelhante”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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