Neurologista - Dr. Willian Rezende

Esclerose Múltipla

O que é Esclerose e Quais Seus Tipos?
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O que é Esclerose Múltipla? Sinais e Sintomas

esclerose múltipla é a principal doença imunológica do Sistema Nervoso Central (SNC). Ela acomete o cérebro e também a medula espinhal, por meio de lesões inflamatórias que podem ser leves ou intensas, e que podem levar à ruptura da fibra neural, responsável pelo impulso nervoso. Isso significa que a esclerose múltipla é uma doença de caráter inflamatório e neurodegenerativo, uma vez que ela lesa e rompe os neurônios. Estima-se que 2,3 milhões de pessoas no mundo vivam com esclerose múltipla. A esclerose múltipla manifesta-se quando o organismo confunde as células saudáveis do Sistema Nervoso Central (SNC) com células que apresentam algum tipo de perigo e, então, as combate, o que provoca as lesões cerebrais e medulares. A esclerose múltipla é, portanto, uma doença crônica e autoimune.  Por ser uma doença crônica e neurodegenerativa, o paciente com esclerose múltipla tem uma perda de volume ou de massa cerebral mais acentuada ao longo da vida em relação a pessoas sem a doença. Essa perda de volume ou massa pode ser de três a cinco vezes maior, podendo ocasionar maior grau de atrofia cerebral, o que prejudica a capacidade física e cognitiva do paciente com esclerose múltipla.   Os sintomas da esclerose múltipla são diversos e variam de paciente para paciente. Isso porque o sintoma da doença depende do local em que a inflamação neuronal ocorre. Por exemplo, se a inflamação atingir o nervo ótico, o sintoma será de padrão visual, ou seja, baixa visual, turvação visual ou até perda completa da visão.

Conheça os sintomas mais comuns da esclerose múltipla:

  • Alterações sensitivas: em 40% dos casos elas representam o primeiro sintoma da doença. Podem aparecer em forma de dormência em lugares do corpo, distúrbios de sensibilidade – como dormências, formigamentos, queimação ou choque;
  • Alterações visuais: a perda de visão por determinado período de tempo acomete ao menos 13% dos pacientes com esclerose múltipla.Há também a possibilidade de diplopia, popularmente conhecida como visão dupla ou mesmo visão turva. O paciente também pode apresentar motilidade ocular, com desalinhamento dos olhos e até movimentos involuntários;
  • Síndrome labiríntica: tonturas e vertigens também são comuns em pacientes com esclerose múltipla. Nesse caso, a labirintite e as vertigens não são desencadeadas pelo labirinto, que é uma estrutura do ouvido, mas pela inflamação no cérebro causada pela esclerose múltipla;
  • Fraqueza e fadiga: fadiga é uma reclamação de 80% dos pacientes com esclerose múltipla. A fadiga pode interferir de forma significativa nas habilidades funcionais do paciente com esclerose múltipla, seja em casa ou no trabalho. Em geral, os pacientes se sentem cansados e fadigados, muito além do habitual;
  • Outros sintomas: o paciente com esclerose múltipla também pode apresentar dificuldade para engolir ou falar, apresentar paralisia parcial da face ou mesmo ter disfunção erétil.
  • Alterações mentais: como fadiga mental, dificuldade de concentração e raciocínio, esquecimentos, depressão, labilidade emocional, mudanças de comportamento e mudanças na capacidade de julgamento. Todas as estruturas cerebrais envolvidas no processamento cognitivo podem ser afetadas pela esclerose múltipla, desde que exista comprometimento daquela região do cérebro pela doença.
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