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Cafeína e doença de Parkinson

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Doença de Parkinson

Publicado: 17 de maio de 2024 | Atualizado: 17 de maio de 2024

Cafeína e doença de Parkinson. O consumo regular de cafeína, seja em café ou chás, segundo vários estudos, têm cerca de 25% menos chances de desenvolver Parkinson. Essa afirmação é válida para pessoas que não possuem doença de Parkinson. Os estudos foram realizados com a população geral e um desses estudos foi realizado. Essa redução de 25% do risco de desenvolver parkinson tem uma relação dose resposta linear. Mas isso não significa que a pessoa terá que tomar café em doses absurdas até ficar sem dormir.
Em outro vídeo do canal expliquei a relação do café com o cérebro e friso que o café tem efeito em U, ou seja quem toma uma quantidade moderada tem benefícios maiores em relação a quem não toma nada. Mas quem toma muito café começa a ter malefícios devido à excessiva estimulação que a cafeína pode trazer. Então o recomendado é tomar cerca de 2-3 xícaras de café por dia. Então como cada xícara de café tem cerca de 80-100mg de cafeína, o ideal é ficar entre 200 e 300mg de cafeína por dia ou seja 2-3 xícaras por dia.
Postula-se que o efeito neuroprotetor da cafeína é mediado pelo bloqueio do receptor A2A da adenosina. A cafeína atua como antagonista do receptor de adenosina, diminuindo a neuroinflamação ao reduzir a liberação de glutamato e atenuando a neurotoxicidade.
Apesar de não haver estudos em humanos que mostrem que a cafeína possa retardar a evolução da doença de Parkinson, há estudos em animais que demonstraram que a cafeína confere neuroproteção contra a neurodegeneração dopaminérgica usando modelos de DP de toxinas mitocondriais (MPTP, 6-OHDA e rotenona) e expressão de α-sinucleína (α-Syn). Isso pode ser um indicativo de também ter benefícios da cafeína no paciente parkinsoniano.
E mesmo sem estudos para se recomendar oficialmente a cafeína para retardar a evolução da doença, pode se fazer uso da mesma para melhorar a sonolência do paciente Parkinsoniano e também em muitos pacientes também ajuda a melhorar a função intestinal do paciente. E também obviamente pode ser consumida simplesmente por gosto do paciente, especialmente se for um bom mineiro como eu.

Assista ao vídeo e saiba mais:

Referências:
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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.

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