

Estimulação Magnética Transcraniana para Tratamento da Doença de Alzheimer é uma opção de ferramenta capaz de ajudar a retardar a evolução de seus sintomas, como está detalhado ao longo deste artigo.
Primeiramente, a Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, debilitante que tem se tornado um problema social devido ao aumento de sua prevalência, uma vez que a população tem envelhecido mais, e não tem cura.
Por isso, com os avanços na Medicina, temos obtido elementos para retardar a evolução desse tipo de quadro, com evidências científicas para atividade física, dieta mediterrânea, qualidade do sono, controle emocional, medicamentos de anticorpos contra beta-amiloide e análogo de glucagon, e estimulação magnética transcraniana.
A EMT, sigla para estimulação magnética transcraniana, é uma técnica utilizada para influenciar a atividade dos neurônios cerebrais, seja excitando-os ou inibindo-os, uma vez que o cérebro funciona como processador biológico e os neurônios, com a atividade elétrica, o que acaba gerando o processamento de dados cerebral que controla o corpo e resulta nas vivências psíquicas e mentais, tendo compartimentos localizados para cada função.
Desta forma, conseguimos interferir nas atividades neuronais por meio de campos magnéticos que geram potenciais elétricos em determinadas áreas do cérebro, seja excitando-os ou inibindo-os, a depender da frequência dos disparos.
Por exemplo, para inibir uma área, posicionamos as bobinas do aparelho para produzir campos magnéticos em forma de pulsos, em uma frequência suficiente. Mas se desejamos causar o efeito contrário, colocamos na região correspondente às características que queremos gerar estímulo e aplicamos as ondas magnéticas, interferindo no funcionamento cerebral para tratamento de alguma doença ou melhorar algum sintoma.
Apesar da EMT para Doença de Alzheimer ainda não ter aprovação pelo FDA, órgão regulador norte-americano responsável por liberar o uso terapêutico, as evidências de sua eficácia estão em uma crescente, o que acaba liberando seu uso clínico, uma vez que é bem tolerada e praticamente sem efeitos colaterais. No entanto, a falta de aprovação faz com que os convênios e o SUS não sejam obrigados a fornecer cobertura ou bancar os custos pelo procedimento.
Para quem opta por aproveitar os benefícios da estimulação magnética transcraniana para tratamento da Doença de Alzheimer, uma sessão típica começa com a localização dos pontos cranianos e sua marcação na touca para futuras sessões, após a realização do teste para achar o limiar motor, em que aplicamos pulsos magnéticos na área motora da mão para descobrir o nível de energia necessário para gerar um movimento involuntário.
Em seguida, iniciamos a EMT repetitiva, excitatória sobre o córtex precuneus, em alta frequência e intensidade de pulso. O ideal é que sejam feitas cinco sessões por semana, em um período de duas semanas; depois, duas sessões por semana por quatro semanas; mais uma vez por semana por 10 semanas, totalizando 40 sessões.
Com isso, além da estimulação, há uma redução da neuroinflamação, melhora do fluxo sanguíneo na região e maior estímulo ao brotamento dos neurônios, o que acaba prolongando a funcionalidade dos mesmos.
Por meio da EMT para DA, esperamos uma manutenção clínica do quadro por um período de seis meses, especialmente levando em consideração a comparação com estímulo placebo ou SHAM. Após esse tempo, a sequência de estímulos pode ser repetida, apesar de ainda não sabermos os resultados para sua manutenção a longo prazo.
Mas por se tratar de uma opção com eficácia cientificamente comprovada, não deixe de conversar com seu médico especialista em Neurologia sobre esta possibilidade diante do seu caso, focando no seu bem-estar e na sua qualidade de vida.
A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável e progressiva. A maioria das vítimas são pessoas idosas. A doença apresenta sintomas como perda de funções executivas e cognitivas (como a memória), causada pela morte de células cerebrais. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas existentes, retardando a evolução da doença. Os tratamentos indicados são divididos em farmacológicos e os não-farmacológicos.
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Tags:doença de Alzheimer, estimulação magnética transcraniana, Tratamento Alzheimer
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