Neurologista - Dr. Willian Rezende

Suor Excessivo (Hiperidrose): Causas e Tratamento


Aproximadamente 4 milhões de glândulas sudoríparas cobrem o corpo e produzem o líquido claro que conhecemos como suor. O corpo produz suor para ajudar a regular sua temperatura, mas quando há suor excessivo, problemas como interrupções nas atividades diárias, bem como outras perturbações sociais e constrangimento podem ocorrer.

Neste artigo, abordamos os aspectos que podem levar ao desenvolvimento de hiperidrose, assim como suas abordagens terapêuticas.

O Suor Excessivo (Hiperidrose)

Certos gatilhos podem nos fazer suar, incluindo temperaturas altas, exercícios, nervosismo, medo ou constrangimento. Em pessoas com hiperidrose, a quantidade de suor produzida é maior que o normal e pode ocorrer mesmo quando a temperatura ambiente é baixa.

A hiperidrose geralmente ocorre em pessoas com idade entre 25 e 64 anos, embora pessoas mais jovens também possam ser afetadas. Em alguns casos, as pessoas não procuram tratamento de um médico porque não percebem que existe tratamento para reduzir a quantidade de suor que uma pessoa produz.

Suor Excessivo – Causas

A causa do suor excessivo é o desenvolvimento de glândulas sudoríparas hiperativas. Existem dois tipos de hiperidrose: generalizada e focal.

Na hiperidrose generalizada, a transpiração excessiva ocorre em todo o corpo. Muitas vezes, é causada por uma condição médica, como uma infecção, uma doença crônica ou um distúrbio que perturba o equilíbrio natural de hormônios do corpo. Também pode ser causada por medicamentos (por exemplo, antidepressivos).

A hiperidrose focal ocorre em uma parte específica do corpo, como as axilas, solas dos pés, palmas das mãos, face ou outras áreas. A genética desempenha um papel, pois muitas pessoas com hiperidrose focal têm outros membros da família com essa condição. A hiperidrose não é uma condição contagiosa.

Suor Excessivo – Complicações

Como causa um aumento da umidade na superfície das mãos, face e outras áreas do corpo, essa condição pode afetar significativamente a vida social e as atividades no local de trabalho de uma pessoa.

Muitas pessoas se sentem constrangidas em apertar as mãos ou abraçar, e podem evitar a atividade física porque isso as faz suar. Sentimentos de constrangimento e humilhação são comuns. A transpiração excessiva também pode interferir na capacidade de uma pessoa fazer seu trabalho.

Suor Excessivo – Tratamento e Prevenção

Vários tipos de tratamento estão disponíveis, tanto para hiperidrose focal quanto para a generalizada. As principais formas de tratamento incluem:

  • Medicações tópicas: As medicações tópicas contêm sais de alumínio em concentrações mais altas do que aquelas encontradas em antitranspirantes comuns. Eles são usados para tratar formas leves de hiperidrose. Alguma irritação pode ocorrer com este tipo de tratamento, incluindo queimação ou ardor.
  • Medicamentos orais: certos medicamentos que reduzem a transpiração afetando os nervos colinérgicos podem ser recomendados. Os efeitos colaterais associados a esses medicamentos incluem boca seca, constipação, aumento da frequência cardíaca, dificuldades urinárias, sedação e visão embaçada.
  • Toxina botulínica: Este tratamento é usado para hiperidrose focal na área da axila ou nas palmas das mãos. O tratamento envolve a injeção da área afetada com uma substância química que bloqueia o sinal do nervo para a glândula sudorípara. As injeções são feitas na pele a cada vários meses. Os efeitos colaterais incluem dor no local da injeção, coceira e dor de cabeça.
  • Procedimentos cirúrgicos: A destruição cirúrgica ou a interrupção das vias nervosas que fazem com que as glândulas sudoríparas produzam suor podem ser usadas para pessoas que não respondem bem a outros tratamentos. Nesta abordagem, há o risco de hiperidrose compensatória, em que o paciente apresenta a condição em uma área diferente após a cirurgia.

Infelizmente, não há como prevenir a hiperidrose. No entanto, o tratamento pode trazer alívio para o paciente e resgatar sua qualidade de vida.

Fonte: http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=740

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Neurologia Geral

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