Neurologista - Dr. Willian Rezende

Resistência à insulina aumenta risco de Alzheimer


Um estudo, publicado no Journal of the American Medical Association Neurology, encontrou uma forte associação entre a resistência à insulina e a função de declínio da memória, aumentando o risco para a doença de Alzheimer.

O fato de a obesidade aumentar o risco das doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer é bem conhecido. Mas o novo estudo da Universidade de Iowa contribui para a crescente evidência de que a perda de memória também deve ser uma das principais preocupações associadas ao excesso de peso.

A resistência à insulina é comum em pessoas que são obesas, pré-diabéticas ou têm diabetes tipo 2. A ligação entre a resistência à insulina e a doença de Alzheimer é importante para a prevenção, mas o risco é muito mais imediato. Problemas que regulam o açúcar no sangue podem afetar a função cognitiva em qualquer idade.

“O teste para a resistência à insulina em pacientes obesos e medidas corretivas, como a melhoria da nutrição e o exercício físico moderado, são essenciais na prevenção do Alzheimer”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Fatores de risco para o Alzheimer 

Como o desenvolvimento da doença é um processo lento e o diagnóstico um processo complexo, conhecer os fatores de risco em relação à doença de Alzheimer é muito importante.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da doença de Alzheimer. Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

“As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens. Os familiares de pacientes com Alzheimer têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária”, explica o neurologista.

Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.

“Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida”, destaca Willian Rezende.

Outros fatores importantes referem-se ao estilo de vida. São considerados fatores de risco: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença.

 

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