Neurologista - Dr. Willian Rezende

Epilepsia e envelhecimento: novas descobertas


O segmento de maior e mais rápido crescimento de pessoas com epilepsia são aqueles de 60 anos de idade ou mais. As pessoas com epilepsia enfrentam uma série de desafios de saúde relacionados, incluindo cognitivo, físico e distúrbios psicológicos.

Mas uma nova pesquisa sugere outras consequências, menos esperadas sobre o processo de envelhecimento. Estudos apresentados durante a Reunião Anual da Sociedade Americana de Epilepsia  exploram os efeitos da epilepsia no cérebro, fornecendo insights que lançam luz sobre as implicações da epilepsia, a longo prazo, na vida.

Pessoas com epilepsia que não respondem à medicação têm cérebros que parecem mais velhos do o esperado para a sua idade, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da New York University Langone Medical Center.

Os autores usaram exames de ressonância magnética estrutural para prever as idades dos participantes com epilepsia e seus pares saudáveis.

Um algoritmo foi utilizado para prever a idade. A diferença entre a idade do cérebro previsto e a idade cronológica foi, em média, 8,8 anos a mais para pacientes com epilepsia não controlada do que os participantes saudáveis.

Um segundo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Turku, revela o destino de crianças com epilepsia 50 anos mais tarde.

Os pesquisadores acompanharam 179 indivíduos com epilepsia no início da infância até a velhice, utilizando avaliação neuropsicológica e técnicas de imagem multimodalidade para obter insights sobre o processo de envelhecimento.

A maioria dos participantes atingiram 10 anos de remissão sem medicamentos, e a maioria das pessoas sem comorbidades formou-se, tirou carteiras de motorista e alcançou um status socioeconômico comparável com controles saudáveis. Embora os pesquisadores observem que menos participantes com epilepsia vivam em parceria e tenham filhos em comparação com os participantes saudáveis, ambos os grupos parecem desfrutar de uma elevada qualidade de vida.

“O terceiro estudo, realizado na Universidade da Finlândia Oriental, é o primeiro de seu tipo a ligar o traumatismo  crânio-encefálico (TCE) com a epilepsia pós-traumática (PTE) na população idosa, particularmente em idosos portadores de genes de risco para a doença de Alzheimer”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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