Neurologista - Dr. Willian Rezende

Diagnóstico da esclerose múltipla mais rápido


Uma nova maneira de usar os scanners de ressonância magnética para procurar evidências de esclerose múltipla no cérebro foi testada com sucesso por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

A esclerose múltipla  é uma doença neurológica notoriamente tem um difícil diagnóstico, pois tem muitos sintomas, mas não são todos os  pacientes que experimentam todos eles e a doença pode progredir  de formas diferentes.

A ressonância magnética é empregada como uma ferramenta de diagnóstico para a detecção de lesões na substância branca do cérebro, mas estas lesões nem sempre são um indicador da doença.

Agora, uma equipe de pesquisa de Nottingham encontrou uma maneira de usar a ressonância magnética para distinguir entre lesões no cérebro causadas pela esclerose múltipla e outras lesões cerebrais que não são encontrados no quadro de esclerose múltipla. O estudo foi publicado no Multiple Sclerosis Journal.

Liderando o trabalho, Nikos Evangelou, revelou: “nós já sabíamos que os scanners de ressonância de grande potência magnética podem detectar uma grande proporção de lesões na matéria branca do cérebro, mas esses scanners não estão clinicamente disponíveis.

Então, queríamos descobrir se a varredura cerebral em um scanner normal de um  hospital poderia também ser eficaz na distinção entre pacientes diagnosticados com esclerose múltipla e pacientes conhecidos por ter lesões cerebrais não relacionadas com a esclerose múltipla.  Nosso resultados apontam que a aplicação clínica desta técnica pode complementar os métodos diagnósticos existentes da esclerose múltipla”.

Um total de 40 pacientes foi recrutado. Inicialmente, um coorte de teste de 10 pacientes com EM e 10 pacientes sem a doença tiveram seus exames digitalizados.

As imagens foram analisadas e os dados clínicos e as regras de diagnóstico foram criados, especialmente as relacionadas às alterações de imagem perivenosas com a veia central a lesão. As mesmas regras foram aplicadas a uma coorte de validação de 20 pacientes (13 com EM e 7 com outras lesões) por um observador cego.

O novo estudo é significativo porque, atualmente, entre os pacientes encaminhados para centros de tratamento de EM com suspeita da doença, menos de 50% têm realmente a doença.  Isto mostra que o diagnóstico de EM, em uma minoria significativa de casos, pode ser um desafio.

“A equipe da Universidade de Nottingham já começou um novo estudo examinando pacientes com  incerteza real sobre o diagnóstico e tem como objetivo alargar o estudo para outras cidades do Reino Unido para que mais pacientes possam participar desta importante pesquisa. É possível que em menos de dois anos possamos saber se estes novos critérios de imagem são precisos realmente.  Nesse caso, o diagnóstico da EM provavelmente será mais rápido e mais confiável”, afirma o  neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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