Neurologista - Dr. Willian Rezende

Autistas são Mais Inteligentes? – Saiba Mais


O autismo é considerado um distúrbio do neurodesenvolvimento que envolve insuficiência na capacidade de interação e comunicação social, combinados com padrões restritos ou repetitivos de comportamento e interesses.

Essa definição representa uma construção histórica e social, talvez até inadequada, que não se encaixa na descrição original nem no modelo médico padrão de doença.

O autismo pode ser considerado uma síndrome, uma constelação de fenótipos, conjuntos dos quais tendem a ser encontrados juntos com certa frequência, ou conjuntos que quando encontrados juntos causam problemas particulares para crianças, famílias e comunidades.

Autistas são Mais Inteligentes? – Entenda

Qualquer paciente autista apresenta alguns sintomas praticamente básicos, devido à sua composição de genes mais ou menos exclusiva, além do ambiente de desenvolvimento. Seguindo essa lógica simples, qualquer diagnóstico de autismo também deve ser considerado um sinal inicial para determinar das causas da alteração de cada indivíduo, sejam elas genéticas, hormonais, de desenvolvimento, neurológicas, psicológicas e/ou ambientais.

A constatação de que o autismo tem muitas causas melhora o processo do diagnóstico, pois passa investigar quais sistemas neurais e psicológicos adaptativos foram alterados, e como esses aspectos resultam no conjunto de traços autistas dos portadores.

Por exemplo, fenótipos autistas foram ligados ao aumento da síntese proteica nas sinapses, maior excitação à neurotransmissão inibitória, melhora no processamento global e conectividade, além de surpreendentemente (ou não), um viés para sistematizar mais empatia e a melhora do funcionamento perceptivo.

Autistas são Mais Inteligentes? – Estudos

Por anos, houveram teorias sobre conexões entre autismo e inteligência. Os estereótipos do professor louco ou do gênio excêntrico são antigos, e alguns psicólogos modernos até mesmo teorizam que cientistas como Isaac Newton e Albert Einstein podem ter sido autistas.

Um estudo descobriu uma provável ligação genética entre o autismo e a genialidade – famílias que tinham maior probabilidade de gerar crianças autistas também eram mais propensas a produzir “gênios”.

Em 2015, foi descoberto que diferentes processos cognitivos podem ser afetados em indivíduos de alto QI e autistas, criando a probabilidade de que sua inteligência seja subestimada em testes usualmente realizados.

Isso significa que os testes padrões que indicavam níveis baixos de inteligência em portadores de autismo não estavam necessariamente corretos, pois o autismo altera fatores e processos cognitivos diferentes em cada um, invalidando a existência de um teste padrão.

Autistas são Mais Inteligentes? – A conclusão

De certa forma, não deveria ser uma grande surpresa que uma deficiência decorrente de diferenças fundamentais na estrutura cerebral, como o TEA, pudesse se relacionar com qualidades também baseadas na estrutura cerebral, como a inteligência.

No entanto, o fato de uma síndrome apresentar resultados tão diferentes em pacientes distintos continua sendo um mistério, e é por isso que a área continua exigindo mais pesquisas.

Por enquanto, o que se pode afirmar com certeza absoluta é que é extremamente importante que a equipe médica lide com cada paciente como indivíduo, com suas próprias capacidades e deficiências, e levando em conta todos os aspectos particulares que necessitam de avaliações de comportamento funcional para analisar os déficits de comportamento e desenvolver planos de tratamento.

Com o tempo, as terapias apropriadas podem revelar tanto a exposição, quanto ajudar a desenvolver a inteligência dos pacientes autistas.

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4927579/

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