Neurologista - Dr. Willian Rezende

Alzheimer: uma epidemia urgente


Há diversos medicamentos que ajudam a controlar a doença de Alzheimer, reforçando certos neurotransmissores no cérebro. No entanto, neste momento, nada podemos fazer para parar a progressão da doença ou reverter seus efeitos devastadores.

“O Alzheimer pode começar a se desenvolver no cérebro até 20 anos antes que alguém comece a apresentar os sintomas típicos da doença. Não há cura definitiva para o Alzheimer. Este fato é responsável por um novo diagnóstico a cada 67 segundos nos EUA, de acordo com a Associação de Alzheimer. E a menos que seja encontrada uma cura, esse número saltará para um diagnóstico a cada 33 segundos, no ano de 2050”, afirma o neurologista Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Alzheimer: uma epidemia urgente
4.83 96.67% 6
Compartilhe:

Deixe um Comentário