Neurologista - Dr. Willian Rezende

Alterações cognitivas da esclerose múltipla


Estima-se que 2,3 milhões de pessoas vivam com esclerose múltipla em todo o mundo. Aproximadamente metade de todos os indivíduos com a doença vão apresentar mudanças na cognição, como dificuldades de concentração, atenção, memória e julgamento. A base subjacente do cérebro responsável por esses efeitos deletérios da doença não tinha sido identificada ainda. “Novas descobertas, publicadas no jornal científico Neuropsychology, revelam que uma diminuição da conectividade entre regiões específicas da rede cerebral é a responsável pelas várias alterações cognitivas associadas com a esclerose múltipla”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Sintomas da esclerose múltipla

Listamos, a seguir, outros sintomas mais comuns da esclerose múltipla:

  • Alterações sensitivas: em 40% dos casos, elas representam o primeiro sintoma da doença. Podem aparecer em forma de dormência em lugares do corpo, distúrbios de sensibilidade – como dormências, formigamentos, queimação ou choque;
  • Alterações visuais: a perda de visão por determinado período de tempo acomete ao menos 13% dos pacientes com esclerose múltipla. Há também a possibilidade de diplopia, popularmente conhecida como visão dupla ou mesmo visão turva. O paciente também pode apresentar motilidade ocular, com desalinhamento dos olhos, e até movimentos involuntários;
  • Síndrome labiríntica: tonturas e vertigens também são comuns em pacientes com esclerose múltipla. Nesse caso, a labirintite e as vertigens não são desencadeadas pelo labirinto, que é uma estrutura do ouvido, mas pela inflamação no cérebro causada pela esclerose múltipla;
  • Fraqueza e fadiga: fadiga é uma reclamação de 80% dos pacientes com esclerose múltipla. A fadiga pode interferir de forma significativa nas habilidades funcionais do paciente com esclerose múltipla, seja em casa e/ou no trabalho. Em geral, os pacientes se sentem cansados e fadigados, muito além do habitual;
  • Outros sintomas: o paciente com esclerose múltipla também pode apresentar dificuldade para engolir ou falar, apresentar paralisia parcial da face ou mesmo ter disfunção erétil.

 

 

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Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla é a principal doença imunológica do Sistema Nervoso Central. Ela afeta o cérebro e a medula espinhal por meio de lesões inflamatórias que podem ser leves ou intensas, levando à ruptura da fibra neural, responsável pelo impulso nervoso. Isso implica que a esclerose múltipla é uma doença de caráter inflamatório e neurodegenerativo, uma vez que ela afeta e rompe os neurônios.



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