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Rivastigmina pode melhorar os sintomas de Parkinson

Neurologista - Dr. Willian Rezende do Carmo

Categorias: Conteúdos, Doença de Parkinson

Publicado: 22 de maio de 2016 | Atualizado: 15 de dezembro de 2016

Os cientistas descobriram que uma droga comumente prescrita para demência pode ser a chave para ajudar a prevenir quedas debilitantes nas pessoas com Parkinson.

A pesquisa, publicada na revista The Lancet Neurology, revela que pessoas com Parkinson que receberam o rivastigmina oral eram 45% menos propensas a cair e mostravam-se consideravelmente mais estáveis ao caminhar em comparação com os que usavam placebo.

Devido à degeneração das células nervosas, as pessoas com Parkinson, muitas vezes, têm problemas com instabilidade ao caminhar. Como parte da condição, elas também têm níveis mais baixos de acetilcolina, uma substância que nos ajuda a nos concentrarmos.

Já sabíamos que a rivastigmina funciona para tratar a demência ao impedir a degradação da acetilcolina. No entanto, o estudo mostra pela primeira vez que a droga também pode melhorar a regularidade da marcha, a velocidade e o equilíbrio.

“Este é um verdadeiro avanço na redução do risco de quedas para as pessoas com Parkinson. Coisas que podem ser simples para nós, como subir escadas ou levantar meio da noite para pegar um copo de água ou ir ao banheiro são muito mais difíceis e mais perigosas quando você pode facilmente cair. Você corre o risco de fraturar ossos, traumas cefálicos e de necessitar de internamento hospitalar de emergência. O estudo mostra que pode haver drogas já disponíveis, sendo utilizadas para outros fins, que podem ser testadas para ajudar a tratar o mal de Parkinson. Isso nos leva a um passo mais perto  da melhoria da qualidade de vida das pessoas com Parkinson”, explica o  neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

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Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, resultante da degeneração das células responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que controla os movimentos, entre outras funções. Seus sintomas costumam afetar o movimento, e o diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, avaliação dos sintomas e alguns exames. O tratamento deve ser individualizado, e comumente exige uma abordagem interdisciplinar.

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