Neurologista - Dr. Willian Rezende

Esclerose múltipla é mais comum em mulheres


Um novo estudo pode fornecer algumas pistas sobre o porquê a esclerose múltipla (EM) é mais comum em mulheres, depois que os pesquisadores foram capazes de identificar uma diferença no cérebro das mulheres que podem causar a discrepância nos diagnósticos.

“Pouco se sabe sobre o que causa a esclerose múltipla, de uma maneira geral, e porque as mulheres apresentam um risco maior para a doença incapacitante, que afeta o sistema nervoso central e é caracterizada, nos seus sintomas iniciais, por problemas de visão, fraqueza muscular, dificuldade de coordenação e equilíbrio”, explica o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

A esclerose múltipla pode causar dormência, dor, problemas de fala, tonturas e perda auditiva, bem como comprometimentos cognitivos, como perda de memória ou dificuldade de concentração. “Nos casos mais devastadores, a EM pode levar à paralisia. A doença é até quatro vezes mais comum em mulheres que em homens”, diz o médico.

A pesquisa, conduzida pela Faculdade de Medicina da Universidade Washington e publicada no Journal of Clinical Investigation, encontrou níveis mais elevados de uma proteína receptora do vaso sanguíneo, chamada S1PR2, tanto em camundongos do sexo feminino quanto em mulheres que estavam vulneráveis à EM. Os níveis de S1PR2 eram ainda maiores nas partes dos cérebros dos camundongos e das mulheres que geralmente são afetadas pela esclerose múltipla.

Os autores da pesquisa defendem que o desenvolvimento de um medicamento que desativa a S1PR2 poderia ajudar no tratamento da doença. “Este é um primeiro passo importante para resolver o mistério de porque as taxas de EM são dramaticamente maiores em mulheres e na procura de melhores formas de reduzir a incidência desta doença e controlar seus sintomas”, diz Willian Rezende.

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