Neurologista - Dr. Willian Rezende

Clarita: um documentário sobre o Alzheimer


O momento do diagnóstico da Doença de Alzheimer é delicado. “Muitos parentes e amigos relatam que ficam desorientados, com muito medo, dúvidas e preocupações. A família tende a se desestabilizar, pois passa a sofrer uma mudança impactante com perspectivas, inicialmente, assustadoras. Buscar informações sobre a doença é muito importante. Trocar experiências com pessoas que também têm familiares com Alzheimer tem demonstrado ser uma ferramenta muito útil, pois mostra que existem alternativas”, afirma o neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.

Tenho um familiar com a Doença de Alzheimer. Será preciso fazer tudo por ele a partir de agora?

É recomendável permitir que o paciente faça as coisas que ele ainda consegue fazer e que lhe proporcionem prazer, considerando sempre a sua segurança, ou seja, que ele não correrá riscos ao executar tal tarefa. Por exemplo, um paciente que gosta de cozinhar, muitas vezes pode não ter mais a capacidade de planejar a tarefa e talvez corra alguns riscos em decorrência da perda de memória e de orientação. Porém, na medida do possível, é interessante que ele participe dessa atividade. A maneira correta é o paciente executar a tarefa com supervisão de outra pessoa, para que não se corte, não se queime, nem deixe o fogo aceso.

O cuidador (supervisor), nesse caso, poderá auxiliar, orientando a ordem de fazer as tarefas e em qualquer outra dificuldade. É importante ressaltar que o paciente que antes podia executar essa tarefa com muita facilidade, após a instalação da DA, pode encontrar dificuldades em realizá-la. Então, o acompanhante deverá ter muita paciência e disposição para colaborar.

Outro ponto importante é não chamar a atenção do paciente para os seus erros e incapacidades, pois isso pode gerar frustração e, em muitos casos, faz com que ele desista de realizar atividades, ficando desanimado e se isolando.

Considerando esses pontos, haverá grande benefício para a pessoa com Doença de Alzheimer em executar tarefas consideradas fáceis para aquele estágio da doença que podem render um bom desempenho, favorecendo a autoestima do paciente. Quanto mais estímulo o paciente tiver, melhor.

Assim, o cérebro dele estará sendo ativado.

Clarita

Este delicado documentário fala sobre todos esses sentimentos e é feito pela filha de uma paciente diagnosticada com Alzheimer. Clarita é mais do que um testemunho familiar corajoso.

Assista e compartilhe!

Ficha técnica do curta metragem:

Clarita
Duração: 14 min
Gênero: Documentário
Subgênero: Drama
Diretor: Thereza Jessouroun
Ano: 2007
Formato: 35mm
País: Brasil
Local de Produção: RJ
Cor: Colorido
Sinopse: Narrado na primeira pessoa, e baseado na história da mãe da diretora, portadora da Doença de Alzheimer, o documentário apresenta reflexões e questionamentos sobre o sentido da vida e a convivência com a morte. O documentário alterna imagens filmadas com sua mãe e reconstituições feitas com a atriz Laura Cardoso.

Clarita: um documentário sobre o Alzheimer
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