Neurologista - Dr. Willian Rezende

Doença de Parkinson

Mais evidências de que Parkinson pode começar no intestino
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A doença de Parkinson, mal de Parkinson ou, simplesmente, Parkinson, foi descrita pela primeira vez, em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. É uma doença neurológica, crônica e progressiva, resultante da degeneração das células situadas em uma região do cérebro conhecida como substância negra. Elas são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida. A doença de Parkinson é uma condição complexa que afeta as pessoas de formas diferentes. Mas os sintomas mais frequentemente associados à doença afetam o movimento, causando tremores, lentidão dos movimentos, rigidez muscular e alterações na fala e na escrita, dentre outros. Não existem ainda exames específicos para diagnosticar a doença de Parkinson. O diagnóstico é feito com base no histórico médico do paciente, avaliação de seus sinais e sintomas e exame neurológico e físico. Apesar de não existirem ainda exames específicos para detectar a doença de Parkinson, para o diagnóstico ser feito, além do histórico médico do paciente, avaliação de sintomas, além de exames neurológicos e físicos, também podem ser solicitados exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, dentre outros, para descartar outras condições que possam estar causando os sintomas. Nos dias de hoje, o neurologista que suspeite de sintomas de Parkinson, pode lançar mão de testes como o ultrassom transcraniano, que permite visualizar o aumento da área ecogênica das substâncias negras no mesencéfalo. O paciente com doença de Parkinson tem maior depósito de ferro na substância negra e por isso maior acúmulo de densidade dessa substância, o que altera a ecogenicidade da substância negra para mais, na doença de Parkinson. Outro exame que pode ser usado para ajudar no diagnóstico dos sintomas de Parkinson é a cintilografia cerebral com TRODAT. Este exame ajuda a perceber a quantidade de dopamina que existe no cérebro. No caso da doença de Parkinson, essa substância  está diminuída e tipicamente mais diminuída de um lado do que outro. Ainda em estudo, mas vindo com grande força, é o estudo dos nigrossomos da substância negra do mesencéfalo, com ressonância de 3 Teslas e com cortes finos e próprios para essa região. Pois, no Parkinson, quando tem morte dos neurônios dopaminérgicos, existe a perda precoce dos nigrossomos da região afetada e isso aparentemente pode ser detectado em estudo específico de ressonância magnética de 3 Teslas. Às vezes, o diagnóstico da doença de Parkinson pode precisar de tempo para ser feito. É possível que o médico recomende consultas regulares com um neurologista para avaliar a condição e os sintomas do paciente durante um tempo para, só depois, fazer o diagnóstico. É importante que o neurologista saiba quem tem alguma doença da família das doenças Parkinsonianas, que não é somente a doença de Parkinson, tais como a Demência com Corpos de Lewy, paralisia supranuclear progressiva, atrofia de múltiplos sistemas, degeneração ganglionar córtico-basal, doença de Wilson, intoxicação medicamentosa, dentre várias outras doenças que fazem parte do diagnóstico diferencial da doença de Parkinson. Devido à complexidade da doença de Parkinson, o seu tratamento deve ser individualizado e mudar ao longo do tempo. Também exige uma abordagem interdisciplinar que pode incluir diferentes profissionais, como: neurologista especialista em desordem de movimento, prestador de cuidados de saúde primários, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.
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